Do lado de fora do hospital, as portas da ambulância se abriram com força. Dois paramédicos saltaram rapidamente, os rostos concentrados enquanto puxavam a maca com urgência. As rodas tocaram o chão e rolaram depressa em direção à entrada.
Diana correu atrás deles, chorando incontrolavelmente. Suas duas filhas vinham logo atrás, Isla e Betty. Os rostos delas estavam pálidos de medo. As portas automáticas da emergência se abriram com um silvo, e o grupo entrou às pressas.
— O que aconteceu? — Perguntou uma enfermeira-chefe, com a voz urgente, porém calma, enquanto caminhava ao lado da maca.
Um dos paramédicos, ainda segurando a máscara de oxigênio sobre a boca de Maya, respondeu rapidamente:
— Suspeita de fruta envenenada. Ainda não temos todos os detalhes. Ela teve convulsões no caminho até aqui.
— Levem-na direto para a sala de trauma um. — Ordenou a enfermeira, em tom firme.
Sem hesitar, empurraram a maca pelo longo corredor. Diana e as filhas pararam no fim do corredor, observando impotentes enquanto Maya desaparecia por trás de uma porta de vaivém. No instante em que a porta se fechou, o silêncio tomou conta do lugar, e tudo o que puderam fazer foi rezar e esperar.
Os soluços de Diana ficaram mais altos. Suas mãos trêmulas cobriram o rosto, e ela se apoiou fracamente na parede.
— Oh, Deus, salve meu bebê… minha Maya. — Ela chorou.
Isla estava ao telefone, falando em voz baixa com alguém do outro lado da linha.
Betty também estava ao telefone, explicando a situação para outra pessoa, com lágrimas se acumulando nos olhos.
Diana não conseguia ficar parada. Andava de um lado para o outro no corredor em frente à emergência, olhando para cada enfermeira que passava. Enfermeiras iam e vinham carregando bandejas médicas, seringas e bolsas de soro. Nenhuma olhava em sua direção ou dizia uma palavra.
Então, o som de passos pesados e apressados ecoou pelo corredor. Diana se virou bruscamente e eles estavam ali.
Carl Rees, o marido de Maya, entrou correndo, o rosto pálido e desesperado. Ao lado dele estava Charles, marido de Diana e pai de Maya.
— Charles! — Gritou Diana, correndo até ele.
Ele a envolveu nos braços. Diana se agarrou a ele com força, pressionando o rosto molhado de lágrimas contra o peito dele. Sua voz tremia ao falar:
— Eu não sei o que fazer, Charles. Nossa menina… ela está lutando pela vida. E o bebê—
Charles segurou a parte de trás da cabeça dela, os próprios olhos úmidos, embora tentasse ser forte.
— Eles vão ficar bem, Diana. Respira, está bem? Eles vão ficar bem.
Perto dali, Isla explicava tudo a Carl com a voz trêmula. Carl parecia perdido, as mãos tremiam, os lábios estavam pálidos. Ele assentia devagar, tentando se controlar, embora o coração disparasse no peito.
Pouco depois, a atmosfera mudou mais uma vez. O corredor silencioso voltou a se encher de passos quando outra pessoa entrou.
Gabriel Wyndham surgiu, acompanhado por dois seguranças vestidos de preto. Sua estatura alta e presença calma fizeram as pessoas se afastarem instintivamente.
No momento em que Diana o viu, ela se afastou do marido e correu até ele. Gabriel não hesitou. Puxou-a suavemente para um abraço, um braço firme ao redor dos ombros dela.
— Vai ficar tudo bem. — Ele sussurrou, depositando um beijo reconfortante no topo da cabeça dela.
— Não se preocupe. A mãe e o bebê vão ficar bem.
Diana se agarrou a ele como se apenas aquela certeza pudesse torná-la real.
Isla observava a poucos passos de distância. Algo dentro dela se contorceu, uma sensação estranha e silenciosa que ela não soube explicar. A forma como Gabriel segurava sua mãe, o calor na voz dele, o conforto da presença dele. Tudo isso fez seu peito estremecer.
Nesse momento, as portas da emergência se abriram. Todos se viraram imediatamente.
Um médico saiu, retirando as luvas e a máscara.
— O marido da paciente está aqui? — Perguntou.
Carl deu um passo à frente rapidamente.
— Sou eu. Como está minha esposa? Por favor, me diga que ela está bem. — A voz dele falhou no meio da frase.

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