Anna riu novamente, uma risada baixa e sombria, como alguém que finalmente tinha o poder nas mãos após uma longa espera. Ela já podia sentir o gosto da vitória. Sabia que o que estava prestes a dizer poderia comprar sua liberdade, ou pelo menos suavizar sua punição. E planejava usar cada fragmento de informação a seu favor.
Diana permaneceu imóvel, o peito subindo e descendo pesadamente. O choque ainda estava estampado em seu rosto. Ela percebia que Anna sabia de algo perigoso. Algo grande. Algo que poderia destruir a vida de sua filha. Diana sentiu o medo subir por sua espinha, mas o engoliu. Amava Isla mais do que qualquer coisa no mundo e jamais permitiria que o mal chegasse perto de sua criança. Mas para proteger Isla... ela tinha que entender exatamente qual era a ameaça.
Ela precisava de respostas. Mesmo que significasse ouvir aquela mulher peçonhenta.
Diana levou a mão ao bolso da jaqueta de couro preto e pegou o telefone. Digitou uma mensagem rápida com os dedos trêmulos:
[Me dê mais tempo. Surgiu algo sério.]
Enviou e guardou o aparelho antes que Anna pudesse espiar.
Anna sorriu com superioridade. Entendeu que alguém poderoso estava ajudando Diana a ficar naquela sala mais tempo do que o permitido.
"Esperta, Ela realmente quer ouvir o resto da história." Pensou ela.
— Você deveria se sentar se quiser ouvir a história que vou te contar, Diana. — Disse Anna com uma risada cruel.
Diana sabia que Anna estava fazendo jogos manipuladores, querendo se sentir no controle. Mas Diana não era tola. Podia jogar seu próprio jogo, agindo com calma mesmo quando seu coração ardia de pavor. Ela assentiu e puxou uma cadeira de metal, que rangeu alto no chão. Sentou-se com elegância. Anna fez o mesmo, embora mais devagar devido à dor dos golpes anteriores.
Por um momento, as duas mulheres apenas se encararam. Nenhuma queria piscar primeiro. Nenhuma queria dar vantagem à outra. Então, Diana quebrou o silêncio.
— Meu tempo aqui é limitado. Seja rápida e me diga o que sabe. E talvez... talvez eu possa pegar leve com você.
Anna ergueu uma sobrancelha, se divertindo com a situação.
— Então você veio aqui para me matar? — Perguntou com um sorriso debochado.
Diana fez menção de se levantar, a raiva queimando por dentro, mas Anna ergueu a mão fracamente.
— Relaxe. — Disse Anna, respirando com dificuldade.
— Eu vou te contar o que você quer saber.
Diana hesitou, mas sentou-se novamente. Anna endireitou as costas e limpou o sangue da boca. Sua expressão presunçosa desapareceu um pouco ao começar a falar.
— Serei breve. Ouça com atenção. Antes de me casar com John, Alfred era muito próximo do meu falecido tio. Alfred precisava de ajuda para garantir algo que apenas a família real poderia conceder.

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