A tensão dentro da sala de espera do Hospital Particular Wyndham era pesada demais, ficando quase impossível de se respirar. Todos sentiam isso. Gabriel e Diana não paravam de andar de um lado para o outro; ao contrário dos demais, não conseguiam ficar parados. Na verdade, ninguém conseguia se sentar, nem por um momento.
O ar estava carregado de medo e preocupação. Esta era exatamente a situação que Gabriel temia desde o início. Ele havia rezado para que nada estressante acontecesse a Isla, especialmente agora que ela já passava por tanta coisa. Mas o universo não ouviu. Os problemas a encontraram. E agora ela estava deitada em um quarto com médicos a examinando, enquanto ele esperava impotente.
Gabriel passou as mãos pela cabeça novamente, enfiando os dedos entre os fios de cabelo. Sentia seu corpo inquieto, como se seu coração quisesse pular para fora do peito. O Doutor Matt dissera a todos para esperarem na sala, mas Gabriel não aguentava mais. Ele precisava ver sua esposa. Precisava vê-la respirando, acordada, segura. Precisava sentir o calor de sua mão.
De repente, sem aviso, ele saiu da sala.
— Gabriel! — Seu pai chamou atrás dele.
Mas Gabriel não parou. Já estava fora, caminhando rápido. E num instante, todos os outros se levantaram e o seguiram — Diana, John, Maya e até os guarda-costas. Seus passos ecoavam pelo longo corredor. Ao dobrarem a esquina, o Doutor Matt saiu do quarto vip. Ele parou ao ver a família inteira marchando em sua direção com pânico nos olhos.
O médico ofereceu um sorriso caloroso e tranquilizador.
— Por favor, acalmem-se. — Disse ele gentilmente.
Gabriel parou bem na frente dele, quase sem fôlego. Diana se adiantou e parou ao lado dele, com as mãos tremendo levemente. O Doutor Matt falou suavemente, como se soubesse que os corações deles estavam frágeis.
— Sua esposa está segura. — Disse ele.
— E ela já acordou.
Diana soltou um soluço sufocado e imediatamente inclinou-se para Gabriel, abraçando-o com força. Gabriel envolveu os ombros dela em um gesto de alívio. Então, o Doutor Matt olhou para Gabriel com um pequeno sorriso.
— Parabéns, senhor Wyndham. Sua esposa está esperando um bebê.
O corredor mergulhou no silêncio, um silêncio tão profundo que pareceu que o tempo havia parado. As palavras pairaram no ar enquanto todos tentavam processar o que ele acabara de dizer.
— Sua esposa está grávida de quatro semanas. — Continuou o médico.
— Mas, devido ao estresse e ao choque do tiroteio, o corpo dela não aguentou. Essa foi a razão do desmaio. Mas ela e o bebê estão bem agora.


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