Finalmente, todos haviam partido, e a casa mergulhou no silêncio novamente. O riso, o tilintar dos pratos, o falatório da família, tudo desapareceu, deixando apenas Isla e Gabriel para trás. A realidade se assentou sobre eles como um cobertor macio, porém pesado.
Eles se deitaram juntos, mas o sono não vinha. Seus olhos permaneciam abertos, encarando o quarto na escuridão, com as mentes cheias demais para descansar.
Conversaram suavemente sobre o futuro, sobre responsabilidade, sobre o peso que agora repousava em seus ombros. Sobre o que significava carregar o legado de Alfred Wyndham... o homem que construiu o império no centro do qual eles agora estavam.
Eles sabiam que precisavam continuar o que ele começara. Proteger a família. Mantê-la unida. Garantir que nenhuma pessoa tóxica destruísse a paz novamente.
Gabriel exalou devagar.
— Eu sei que sou o único neto dele, Isla, mas a verdade é que ele tratava todos nós da mesma forma. Ele nos amava igualmente. Mesmo depois de saber a verdade, ele não mudou.
Os olhos de Isla brilharam novamente. A perda era recente, nítida e impossível de ignorar. Ela ainda não conseguia acreditar que nunca mais ouviriam a voz dele. Há apenas alguns dias, estavam discutindo seu próximo aniversário, seus oitenta e nove anos.
Sua voz tremeu levemente.
— E é exatamente por isso que você deve tratá-los com amor também. Nada mudou. Mas... — Ela hesitou, franzindo a testa.
— Não tenho certeza sobre o Wyatt.
Gabriel ouvia em silêncio.
— Não acho que ele possa mudar. — Continuou Isla. — Não acho que você deva forçá-lo. Se ele continuar assim... — ela engoliu em seco — só espero que ele não se torne outra Anna na família.
Gabriel assentiu lentamente.
— Stone o tem observado há algum tempo. Ele a visita com frequência. Eu sei o que ele está tramando. Ele só se importa com a riqueza.

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