Era um dia brilhante e ensolarado. Isla e suas duas amigas estavam sentadas à beira da piscina, com a pele ainda aquecida pela água. Haviam terminado de nadar há pouco e ainda vestiam seus biquínis, embora cada uma tivesse envolvido o corpo em um roupão macio para impedir que a brisa tocasse a pele úmida.
As três mulheres se reclinaram confortavelmente nas espreguiçadeiras, com as pernas longas esticadas, óculos escuros, bebendo drinks gelados enquanto tagarelavam. A conversa entre elas acabou migrando para negócios.
Betsy atualizava Isla sobre o progresso do novo produto. Sua voz transbordava entusiasmo enquanto explicava que tudo estava quase concluído e que o produto estaria pronto para o mercado nas próximas duas semanas.
Discutiam possíveis datas para o lançamento. Isla ouvia com atenção, assentindo aqui e ali, mas sua mente ainda fazia malabarismos com muitas questões. Ela ainda não havia escolhido uma data; tentava resolver assuntos mais urgentes com Gabriel, e até que tudo estivesse claro, sentia-se incerta em tomar grandes decisões.
— Podemos largar os negócios agora e falar sobre a celebração da sua casa nova? — Sofie interveio de repente, seu tom brincalhão quebrando a seriedade.
Isla revirou os olhos e riu, acompanhada por Betsy.
— Nem comece. — Disse Isla, balançando a cabeça.
— Porque você vai me lembrar das minhas irmãs. Elas vão querer a mesma coisa que você.
— E isso não é algo bom? — Insistiu Sofie, inclinando-se para a frente na cadeira com um sorriso largo.
— Digo, não podemos fingir que isso não é nada. Vamos lá, escolha logo uma data para o chá de casa nova. Algo pequeno, algo divertido. — Ela mexeu as sobrancelhas de forma sugestiva.
— Bem, a Sofie tem razão. — Acrescentou Betsy.
— Isla, escolha uma data e deixe-nos vir festejar na sua casa nova.
Mais risadas flutuaram no ar morno, leves e libertadoras.
Então, uma voz familiar adentrou o espaço, profunda e quente o suficiente para mudar toda a atmosfera.
— Vejo que estão se divertindo.
As mulheres voltaram-se para onde vinha aquela voz. Gabriel estava parado ali, em seu terno escuro de três peças, impecavelmente atraente. Mas sob o apuro e o charme, ele parecia cansado, exausto de uma forma que apenas Isla percebeu.
Os olhos dela brilharam imediatamente ao vê-lo. Seu sorriso surgiu naturalmente, quase sem pensar. Porém, ao olhá-lo por mais tempo, seu coração apertou. Ela conseguia ver o pequeno lampejo de preocupação escondido atrás do sorriso polido.
Ele tentava parecer normal por ela, ela sabia disso. Mas Isla conseguia lê-lo com clareza excessiva.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Extraordinária Noiva da Família Wyndham