— Mãe? — A voz de Gabriel estava tensa, carregada de incredulidade.
— O que você está fazendo aqui?
A música e a conversa ao redor pareciam desaparecer ao fundo. Até Ben e Peter se viraram surpresos, trocando olhares incertos.
Anna permaneceu imóvel, com os olhos fixos no filho. Sua expressão era uma mistura de autoridade e desaprovação, um olhar familiar que Isla aprendera a reconhecer.
— Gabriel. — Disse ela finalmente, com o tom seco.
— Eu não sabia que precisava de permissão para visitar um lugar público.
Isla deixou escapar um ofego baixo, mas antes que pudesse se mexer, o braço de Gabriel envolveu sua cintura. O toque dele era firme e protetor, mantendo-a segura onde estava sentada.
Os olhos dele permaneceram fixos na mãe.
— Você não precisa. — Disse ele calmamente, com a mandíbula cerrada.
— Mas isso não é uma coincidência, é?
Os lábios de Anna se curvaram levemente, embora não houvesse calor no gesto.
— Você poderia dizer que sim.
Gabriel decidiu não insistir muito, sabendo que estavam em um local público.
— Estou aqui para falar com você, meu filho. — Disse Anna, a voz calma, mas afiada o suficiente para assustar Isla. Seus olhos frios e avaliadores desviaram-se para Isla enquanto ela continuava:
— Tenho certeza de que a mulher ao seu lado não se importaria se eu o roubasse por alguns minutos. Importaria?
A maneira como ela disse "a mulher" fez o estômago de Isla revirar.
A mandíbula de Gabriel travou imediatamente. Todo o seu corpo enrijeceu, e um lampejo de raiva escureceu seu rosto.
— Essa mulher tem um nome, Mãe. — Disse ele, o tom baixo, mas em tom de aviso.
— Essa mulher é minha esposa, e você sabe disso. Portanto, eu agradeceria se você se dirigisse a ela dessa forma.
Suas palavras caíram como uma pedra entre eles.

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