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A Extraordinária Noiva da Família Wyndham romance Capítulo 116

A vista noturna na residência de Gabriel e Isla era de tirar o fôlego. Era ainda mais do que Isla tinha imaginado. A mansão inteira brilhava como um reino esculpido em luz estelar.

A fonte na frente cintilava como uma cascata de diamantes, exibindo uma beleza quase surreal.

Isla e Gabriel estavam sentados juntos em um carrinho de golfe, dirigindo lentamente pela enorme propriedade. Exatamente como prometera, ele estava mostrando a ela todo o terreno.

Nenhum dos dois falava. Apenas o zumbido suave do motor elétrico preenchia o silêncio entre eles. A cabeça de Isla descansava gentilmente no ombro de Gabriel, seus dedos envolviam a cintura dele e seu cabelo macio roçava o pescoço do marido cada vez que o vento mudava de direção.

Isla olhava ao redor maravilhada, seus olhos refletindo as luzes douradas que adornavam os caminhos. A vasta área verde era sua parte favorita, os gramados intermináveis, o jardim de rosas, as fileiras de palmeiras que se erguiam como guardas conduzindo o caminho em direção à piscina.

Outro destaque era a piscina, era enorme. Sua superfície de vidro reluzia como prata derretida ao luar. Isla a avistou e sorriu suavemente.

— É perfeito. — Sussurrou para si mesma.

O que mais a divertia, porém, era o heliporto no último andar. Ela ficou completamente chocada quando Gabriel lhe contou.

— Por que diabos precisamos de um heliporto? — Perguntou ela mais cedo, rindo, apenas para ele responder:

— Para emergências. — Ela não deu importância, mas no fundo ainda estava tentando entender a maneira como Gabriel planejava tudo com antecedência.

Esta noite, ela usava uma blusa de lã marrom quente sobre uma calça confortável. A brisa estava mais fria que o normal, e Gabriel insistiu para que ela se agasalhasse bem. O homem podia ser superprotetor, mas isso só fazia o coração dela transbordar.

— Há algo que você não goste, amor? — A voz profunda e rouca de Gabriel quebrou a calmaria.

Isla inclinou o rosto para olhá-lo, os lábios curvando-se em um pequeno sorriso.

— Nada. — Respondeu suavemente.

— Tudo parece perfeito. Eu não poderia ter pedido por mais.

— Hmm. — Ele cantarolou baixinho.

— Ótimo. Mas se algum dia houver algo que você queira mudar, basta dizer. Qualquer coisa, Isla. Esta é a sua casa. Ela pertence a você também.

O tom dele era caloroso, do tipo que fazia o peito dela apertar de emoção.

O carrinho parou em frente à grande porta principal. Gabriel desceu primeiro e virou-se imediatamente para ela, estendendo a mão. Isla colocou os dedos na palma dele e sorriu quando ele a ajudou a descer gentilmente.

— Bem-vindos de volta, senhor e senhora Wyndham. — Cumprimentou Magdalene com seu habitual modo gracioso e alegre. Ela estava na porta vestindo seu belo conjunto impecável e falava num tom gentil.

— O jantar está pronto. Tenho certeza de que a senhora Wyndham deve estar faminta.

Isla riu suavemente.

— Você tem razão, Magdalene. Mal posso esperar para provar o que o chef preparou hoje.

— Venha. — Disse Gabriel, pousando a palma da mão levemente na base das costas dela. Seu toque era protetor.

Eles andaram pelo grande saguão, e quando entraram no corredor para a sala de jantar, Madalena abriu as portas para eles. A visão diante de Isla a fez pausar.

A mesa brilhava sob um lustre que pendia como uma coroa de cristais. Travessas de prata estavam dispostas sobre a superfície polida, cada uma repleta de pratos elegantes. O aroma rico de camarões na manteiga de alho preenchia o ar.

Para a maioria das mulheres na condição de Isla, aquele cheiro poderia ser insuportável. Mas para Isla, era o paraíso. Ela amava frutos do mar, fosse camarões, lagostas ou qualquer coisa que viesse do oceano. Gabriel se lembrara disso.

Ela virou-se para ele, com um sorriso surgindo nos lábios.

— Você se lembrou do meu prato favorito? — Disse baixinho.

— Eu me lembro de tudo sobre você. — Respondeu ele, e o coração dela quase derreteu.

Isla sentou-se enquanto Gabriel puxava a cadeira para ela. Ela começou a se servir sem esperar, incapaz de esconder sua animação. Gabriel a observava e sentia-se silenciosamente satisfeito. A alegria no rosto dela, a cor voltando às bochechas, aquilo era tudo o que ele precisava.

Ele prometera a si mesmo que aquela semana de folga do trabalho seria diferente. Limpou sua agenda e cancelou reuniões apenas para cuidar bem dela.

Enquanto comiam, o silêncio se instalou entre eles. O tilintar dos talheres era o único som que preenchia a sala. De vez em quando, eles se olhavam. Isla não parava de sorrir.

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