Amélia
Se lançar na luxúria sem preocupações, não era uma tarefa fácil. Mas ela estava viciada nesse prazer, nesse frenezi erótico e delicioso que somente Ícaro, seu Mestre poderia proporcionar.
Para ela, não era estranho ou doloroso ter joias presas aos seus mamilos, pressionando cada vez mais aquele ponto sensível. Ao menor toque arrepiante dele naquela região, o calor crescia consumindo a pele que se eriçava, querendo mais.
Esperava por cada surpresa, cada sensação. Admitia que se sentia uma safada por reagir daquele jeito, mas não se importava mais com isso.
Foi ensinada a olhar para o seu corpo com repúdio e pudor. Mas quando estava com Ícaro, obedecendo seus comandos, sentia como se todas as críticas, a depreciação e a humilhação por ser assim, fossem completamente invalidados.
A valorização, o desejo e o domínio que se misturavam naquele lago de prata que a observava atentamente.
Se prostrar diante dele não foi um problema, entendia o que o termo “submissa” significava. O que foi desconfortável, na verdade era a vergonha, os fragmentos de pudor que ainda permeava sua mente.
Aquela posição de espera, deixava tudo a mostra, boca e intimidade abertas, escancaradas para seu Mestre. Tudo o que tinha para dar a ele era o seu corpo, seria belo aos seus olhos?
Expostos daquela maneira tão crua, ela temeu que não fosse o suficiente.
Amélia lambeu a ponta do pau ereto dele, segurando firme sua base, o jeito que ele encarava de cima seus movimentos, era tão poderoso e imperativo.
Mas ela não se sentia intimidada, ou diminuída por sua superioridade naquele momento. Ela queria pertencer a ele e servir.
Satisfazer a fome que brilhava em chamas nos seu olhos.
Ícaro segurou a cabeça dela, manuseando seus cabelos para encontrar o ritmo que queria.
- Você faz muito bem. Sua boca atrevida é deliciosa para ser metida.
Pulsando de desejo, ela sentiu o volume do membro crescer contra sua garganta. Pensou que essa possibilidade poderia ser recusada involuntariamente, mas não.


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