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A Estagiária Gordinha do CEO romance Capítulo 24

Sem dar a menor atenção a sua fraca súplica, ele a calou com seus lábios exigentes, pressionando os dela e buscando e se apoderando de sua boca e de todas as suas vontades.

Amélia nem percebeu que abria os lábios para ele, correspondendo a sua língua experiente, se arrepiava inteira, aquecida em uma profusão de sensações nunca sentidas. Era como se o tempo parasse e restasse somente eles.

Ícaro a prendia com seu magnetismo, ela queria se perder naquele precipício de luxúria tentador à sua frente, queria tudo o que ele oferecia e todos os desejos mais profundos de seu interior secretos até mesmo para ela.

A intensidade daquele beijo consumia a pouca razão que lhe restou, estava a ponto de se perder quando sentiu o toque dos dedos dele descerem pelas cicatrizes maiores em suas costas.

Como fumaça, todo o encanto desapareceu e ela o empurrou com toda força que conseguiu reunir.

- O que foi agora?! – Ícaro olhou para ela.

Um misto de frustração, desejo e raiva em sua expressão marcante.

Atento a todas as reações dela, ele passou o polegar pelo lábio machucado. Com o impulso que fez para se soltar, acabou machucando levemente a boca dele.

- Eu disse para o Sr. não me tocar. - a volta de sua lucidez a confundia já que seu corpo era uma sobrecarga de hormônios efervescentes.

Estava mesmo louca, constatou Amélia. Quase deixou que ele sentisse sua pele. Suas marcas tão profundas e horríveis não seriam compreendidas por ninguém além de si mesmo.

Não eram só as queimaduras, depois daquela noite da festa, havia muitas outras. Marcas hediondas de sua sobrevivência.

Jamais suportaria que ninguém olhasse com nojo ou pena por causa dessas marcas. Sabia que seria assim quando ele visse o quão horrível era seu corpo nu.

As lágrimas vieram aos seus olhos, mas na mesma hora as reprimiu. Jurou nunca mais chorar por isso, nunca mais permitir que aquilo destruísse sua paz. Buscando uma força no íntimo de toda a sua dor adormecida, ela respirou fundo, se recompondo.

- Eu te disse o que eu quero quando te contratei. – respondeu ele se aproximou novamente.

Ícaro tinha uma expressão neutra e misteriosa. Como se nada o abalasse. Quem agiria dessa forma depois de ver uma mulher rejeitá-lo daquela maneira estranha?

- Não me toque mais. – Levantou seus olhos faiscantes pelas lágrimas contidas.

Amélia sentia uma raiva cega por ser tão vulnerável a alguém praticamente desconhecido, a ponto de quase expor sua dor tão bem contida e armazenada atrás de sua armadura construída arduamente.

Ainda não sabia se estava com mais raiva dele ou de si mesma.

- Você quer permanecer em sua bolha de autopiedade.

As palavras cortantes dele a chocaram. Amélia olhou para o homem que deveria vê-la como um caso perdido depois dessa situação lastimável.

Por que ainda não foi embora? Por que ele insistia em cutucar seu orgulho.

Ícaro estendeu suas mãos em direção a ela novamente. Suas mãos agarraram os braços dela com força. Os dedos longos afundando em sua carne, gerando ondas de arrepios que a percorrem de ponta a ponta.

Os braços dele a seguraram com mais força contra seu corpo, um calor lânguido aqueceu sua intimidade completamente molhada só de sentir o quanto ele estava ereto, sua feminilidade era levada ao delírio.

Naquele momento em que se fundiam naquele beijo cheio de fome de paixão, Ícaro representava tudo o que para ela era inimaginável e proibido.

Primeiro, por ser um homem muito atraente, poderoso e rico, com a opção de ter qualquer mulher que quisesse, possuía um poder praticamente inalcançável para a maioria dos homens no país inteiro.

Segundo, que ele era seu chefe e não era necessário dizer os motivos éticos e morais desta segunda implicação. Mas ali estava, gemendo de desejo com os beijos e carícias dele e seu corpo só faltava gritar por mais, exigir por mais!

O homem era telepata. De que outra forma ele saberia exatamente o que seu corpo queria?

Ele correspondia suas vontades com destreza, levando as mãos fortes por suas coxas, subindo o vestido dela, deixando suas pernas expostas, colocando Amélia sobre a mesa, se enfiando no meio das coxas grossas dela.

Os beijos dele adquiriu um erotismo que ela nunca imaginou ser possível, praticamente estavam fazendo sexo naquele momento, com as mãos enormes ele agarrava seus cabelos, os segurando e os emaranhando em seus dedos delgados expondo seu pescoço e colo, que ele percorria com beijos e mordidas em brasa viva para logo em seguida voltar aos lábios carnudos e inchados dela.

A língua possessiva dominava a boca de Amélia, ele apertava ainda mais a carne de suas coxas nuas gemendo em seu desejo primitivo.

- Você é minha, Amélia. - disse ao pé de seu ouvido, enquanto mordiscava sua orelha sensualmente. – Vou te fazer esquecer tudo, minha menina.

Gemendo, enquanto seu corpo fervia de desejo, ela só conseguia esfregar seu corpo traidor contra ele.

- Eu quero te comer agora. – as mãos atrevidas levaram as mãos dela ao seu pau enorme duro feito pedra. – Sei o quanto você também quer, minha pequena.

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