A entonação maliciosa maliciosa na voz de Ícaro Darius, trouxe de volta todos os medos dela. A tensão acumulada e a que sentia, formou um misto horrível de emoções no interior de Amélia.
Esse era o momento em que deveria ir embora, se saísse sem explodir com esse imbecil, talvez ele a deixasse ir.
- Srta. Bastos? - ele também se levantou, como um raio rapidamente se colocou entre ela e a porta de madeira polida de sua sala.
Não conseguia entender como alguém podia ser tão grande e rápido daquela maneira. Ícaro Darius era um gigante veloz.
Isso é muito injusto, que vantagem poderia ter sobre ele? Se precisasse correr, seria um esforço inútil.
- Seja sensato Sr. Darius, e poupe-nos desse constrangimento. Eu vou embora, por favor deixe-me passar.
O medo e a frustração impediam Amélia de olhar para ele, focava um ponto da madeira trabalhada da porta atrás daquele homem enorme e diabolicamente atraente.
A proximidade dele a paralisava, entorpecendo e confundindo seus sentidos. “Corre, corre para bem longe desse cretino Amélia”
Seus membros se recusaram a responder, sua respiração se tornou um grande sacrifício, seu corpo suava profundamente.
- Não me sinto nenhum pouco constrangido, e você não tem motivos para estar. Você repentinamente perdeu o interesse pela vaga?
Ícaro a provocava, evidenciando sua vontade de fazê-la explodir, expor sua natureza mais horrenda, como uma veia pulsante.
Com apenas um passo, ele estava na sua frente, Amélia não conseguia pensar em um jeito de sair daquela situação, ele a transformava em uma ameba com sua proximidade, seu cheiro envolvente e seu olhar profundo.
Seu cérebro gritava PERIGO, em um enorme letreiro neon. Mas o seu corpo traidor, se recusava a obedecer.
Com dificuldade, conseguiu formular uma resposta coerente.
- Não Sr., eu não perdi o interesse. Mas seria ingenuidade da minha parte pensar que posso conseguir a vaga. – Amélia respondeu levantando o olhar, encarando Ícaro.
Ela queria deixar claro que não suplicar por misericórdia. Que tinha orgulho de ser quem era, e que se esse fosse o momento em que perderia novamente sua liberdade; então a perderia de maneira digna.
Os efeitos de Ícaro sobre ela ficaram ainda mais fortes com os olhos dele mergulhando nos seus. Seus lábios cheios se contraíram fazendo com que ele fixasse sua boca descaradamente.
Totalmente inebriada com seu cheiro, seu gosto e todo aquele turbilhão que acontecia em seu íntimo toda vez que ele a beijava, que jamais foi tocado por outro alguém.
Uma das mãos dele segurava firme o pescoço dela, enquanto a outra enlaçou o seu corpo possessivamente, o desejo se sobrepôs à razão e Ícaro a pressionou com força contra a porta.
Ela sentiu a extensão de seu corpo forte, quente e excitado e isso arrancou um gemido de seus beijos, que fez ele buscar por suas curvas generosas.
Por um segundo imaginou que ele a possuiu ali mesmo. Ela não ofereceria resistência alguma. A forma como reagia a ele, tão reativa e sedenta, entregue e desesperada pelo seu toque; fez com que saísse daquele torpor, se recriminando por tamanha loucura. Isso era loucura, ela praticamente implorava para que esse homem transasse com ela ali mesmo.
Não podia reagir assim ao contato físico com ninguém. Principalmente com Ícaro. Com toda a força que conseguiu reunir, o empurrou se soltando de seus braços.
Amélia se afastou ofegante e sem muito equilíbrio. Por um milagre não caiu no chão ao tropeçar nos próprios pés, queria desesperadamente desaparecer, não conseguia pensar e muito menos olhar pra ele.
- Bem, acho que agora ficou óbvio os meus interesses. Vou deixá-la pensar em suas opções e amanhã de manhã minha secretária irá te ligar. Obrigado por vir Srta. Bastos. - As palavras macias, pareciam penetrar sua pele.
Reunindo o que restou de sua razão, ela abriu a porta e só levantou os olhos depois de sair, fechando-a atrás de si.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Estagiária Gordinha do CEO