"Sr. Cordeiro."
Juvêncio não esperava que Manuela fosse até ele por iniciativa própria; ficou um pouco surpreso, mas não conseguiu esconder o brilho de alegria nos olhos.
"Srta. Silva…"
Manuela sorriu com naturalidade e, após trocar algumas palavras de cortesia, voltou o olhar curioso para a mulher de meia-idade ao lado dele: "E esta senhora é?"
Juvêncio apressou-se em apresentar: "Esta é minha mãe, de sobrenome Cordeiro. Mãe, esta é a Manuela… O sobrenome dela é Silva."
Manuela ficou surpresa. Será que esta era mesmo a famosa Dona Palmira Cordeiro, que atualmente comandava a Família Melo?
Ela cumprimentou com educação: "Tia Cordeiro, tudo bem?"
Palmira a observou com um olhar nada ofensivo, sorriu gentilmente e disse: "Manuela, tudo bem. Já tinha ouvido falar de você antes, sempre quis conhecê-la pessoalmente, mas nunca houve oportunidade. Agora que finalmente conheci, vi que é mesmo tão excepcional quanto dizem."
Manuela demonstrou surpresa, mas respondeu com humildade e um sorriso: "Eu não fiz nada de mais para merecer os elogios da tia Cordeiro."
Palmira balançou a cabeça: "Não, você merece sim. Aluna do Velho Sr. Quintana, responsável pela recuperação do Lucão… Suas conquistas já deixaram muita gente para trás."
Como líder de sua família, Palmira sempre estava muito bem informada. Embora Juvêncio não tivesse dito nada antes, ao ouvir o nome Manuela, ela logo percebeu quem era a jovem à sua frente.
— A pupila estimada do Sr. Gustavo Quintana, nova revelação da medicina, e, ao mesmo tempo, Sra. Almeida da Família Almeida, a recém-casada que Lucão tanto estima e protege.
Palmira sempre admirou pessoas capazes, e, além disso, sem saber bem o motivo, sentiu uma certa familiaridade ao olhar para a jovem, desenvolvendo uma simpatia imediata.
Manuela também simpatizou com Palmira. Afinal, ela era uma mulher forte, conhecida por sustentar praticamente sozinha toda a família do marido.
Ela olhou na direção de Manuela, que nesse momento já havia alcançado Lucas, segurou o braço dele e sorriu, brincando com ele de forma carinhosa.
O homem, por sua vez, olhou para ela com ternura nos olhos, entrelaçando os dedos com os dela num gesto de grande intimidade.
Estava claro que o casal se amava muito e que o filho dela não tinha nenhuma chance.
Juvêncio, acompanhando o olhar da mãe, também viu a cena. Sentiu uma pontada de dor no peito e um sorriso triste surgiu em seus lábios.
"Não posso fazer nada… Sentimentos não são algo que se possa controlar."
"Mas fique tranquila, mãe, eu tenho princípios. Jamais faria algo para atrapalhar o relacionamento dos outros."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Renascida da Elite