Manuela apressou-se para acompanhar.
“Patrícia! Minha tolerância com você tem limites!” Fernanda lançou um olhar frio para Patrícia. “Meu tempo é precioso, não estou com disposição para participar desse teatro—”
Enquanto dizia isso, fez um gesto com a mão. “Levem-na para a delegacia! Já que ela acha que fiz algo, então deixem que a polícia resolva!”
Paciência para acalmar ou explicar com jeitinho não era mesmo o estilo de Fernanda. Mesmo com tantos jornalistas ao redor, ela não demonstrou nenhuma tolerância.
Que piada! Será que Patrícia realmente achava que a opinião pública poderia afetá-la? Ela, Fernanda, entrou no mundo do entretenimento como diretora apenas para passar o tempo—quando foi que se importou com reputação?
Talvez o comportamento anterior de Jacira tenha dado a Patrícia uma impressão equivocada, levando-a a acreditar que esse tipo de manobra funcionaria com Fernanda. Mas, na verdade, o motivo da inquietação anterior era só pelo possível impacto nas gravações da equipe. Patrícia quis imitar Jacira, mas calculou mal!
Ao ouvir a ordem, alguns seguranças da equipe imediatamente se aproximaram e, um de cada lado, seguraram Patrícia.
Patrícia ficou atônita; ela não esperava que Fernanda tivesse a ousadia de agir de forma tão desinibida diante de tantas pessoas e tantos repórteres!
Vendo que os seguranças já iam arrastá-la, ela subitamente começou a gritar de dor: “Minha barriga! Está doendo muito—”
Vestida como uma gestante, ao gritar assim, os dois seguranças, temendo algum incidente, instintivamente afrouxaram as mãos.
Aproveitando o momento, Patrícia se desvencilhou do aperto e correu em direção à avenida movimentada—
“Fernanda! Já que você me odeia, vou pagar com a minha vida, só peço que deixe meu filho em paz!”
Ela realmente estava tentando se suicidar!
Todos ficaram chocados, alguém gritou: “Segurem ela—!”
“Sua mãe acabou de dizer que a diretora Fernanda mandou o outro filho dela para a cadeia. Como foi isso? Fernanda usou influência para prejudicá-lo de propósito?”
“O que exatamente Fernanda fez com você? Por que sua mãe tem tanto medo dela, a ponto de tentar se matar publicamente para pedir que ela te poupe?”
O local virou um caos.
Patrícia, ao ver a cena, deixou transparecer um leve sorriso no canto dos lábios, como se esse fosse o resultado que ela desejava. Já Mário, cercado por perguntas, manteve os lábios cerrados e um olhar apático, sem responder nada.
O rosto de Manuela escureceu; ela imediatamente fez um sinal.
Já prevendo possíveis problemas, Manuela trouxera vários seguranças. Eles rapidamente entraram em ação, separando todos os jornalistas.
“Está bem, eu aceito.” Mário fechou os olhos com força, o olhar completamente indiferente ao encarar Patrícia e lhe disse isso.

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