Manuela leu um pouco e, em seguida, foi ao banheiro tomar banho. Assim que saiu, foi envolvida por um abraço forte e confiável.
O homem a abraçou por trás, sua mão grande pousando sobre o ventre dela, e disse em voz baixa: “Por que de repente perdeu o apetite? Está sentindo algum outro desconforto?”
Ouvindo apenas essas palavras, pareceriam simples preocupações, mas era impossível ignorar a mão quente em seu abdômen. Manuela imediatamente entendeu o verdadeiro sentido da pergunta, sentindo seu coração acelerar e o rosto corar.
“Eu só perdi o apetite por causa do calor! Não é nada… Eu mesma sou médica, se tivesse algum problema, não acharia que não saberia?”
“É mesmo?” Lucas abaixou o olhar para a barriga dela, sem saber ao certo se estava aliviado ou desapontado.
Manuela, astuta, virou-se em seus braços e sorriu: “Amor, você está querendo um bebê?”
Lucas manteve a expressão serena e, inclinando-se, a beijou. “Você já é meu bebê, por que eu precisaria de outro?”
Manuela ignorou a resposta, pendurou-se em seu pescoço e continuou: “Mas não foi você quem disse que ainda não queria? Que eu sou muito nova, que ainda devíamos esperar… Faz pouco tempo desde a última vez que conversamos sobre isso, não é?”
Nos traços marcantes de Lucas surgiu uma leve expressão de resignação. “Está bem, a culpa é minha.”
“Mas qual foi a sua culpa? Onde você errou?” Manuela captou imediatamente o ponto e insistiu.
Lucas não conseguiu resistir, baixou a cabeça encostando a testa na dela: “Você realmente ainda é jovem e sua carreira está num momento crucial. Não é a hora certa para termos um filho. Eu não deveria ter tido esse pensamento.”
No entanto, Manuela não se sentiu chateada nem preocupada, pelo contrário, um sorriso discreto se formou em seus lábios enquanto olhava nos olhos dele. “E por que você acabou pensando nisso?”
No dia seguinte, Manuela acordou perto do horário do almoço e foi para a casa da Família Quintana.
Gustavo Quintana ligou para ela, dizendo que havia um paciente com um caso complicado e que o haviam chamado para uma consulta. Ele queria levá-la junto para que ganhasse mais experiência.
Manuela não recusou, apenas arrumou suas coisas e foi.
No início, ela não perguntou sobre a identidade do paciente, mas ao chegar percebeu que o lugar lhe soava familiar — já era tarde demais.
“Professor, o paciente é da Família Queiroz?” Ela ficou surpresa.
“Sim, é Custódio Queiroz, o primogênito da Família Queiroz. Não sei se já ouviu falar, mas ele está com problemas na perna.”

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