Patrícia imediatamente deixou as lágrimas caírem, olhando, perdida, para o homem ao seu lado. "Rodrigo..."
Manuela, ao presenciar aquela cena, sentiu um desconforto nos olhos.
"Amor, vou dar uma olhada em outro lugar."
O olhar gélido de Lucas suavizou um pouco. "Vá sim, se precisar de algo, me chame."
Manuela assentiu com a cabeça, virou-se e passeou pelo corredor. Sem dificuldade, logo encontrou os quartos de Sophia e César.
No quarto de César estava Matheus Almeida, mas no de Sophia, além dela mesma, não havia nem um acompanhante.
Embora o ferimento dela não fosse tão grave quanto o de Otávio, também não era leve, e Patrícia, no entanto, só se preocupava com o filho...
Manuela não se demorou ali. Observou rapidamente e se virou para sair.
Vendo que o tempo estava passando, ela se preparava para voltar a procurar Lucas. Ao passar perto da escada, por acaso notou uma silhueta um tanto familiar sentada de costas para ela nos degraus.
Ela parou por um instante. "Mário Almeida?"
A pessoa nos degraus se assustou e, ao virar o rosto, revelou um semblante bonito, mas pálido.
Ao reconhecer Manuela, os olhos negros e calmos do rapaz brilharam discretamente, mas ele logo disfarçou.
Cumprimentou-a, educado: "...Srta. Silva."
"O que faz aqui?" Manuela mal terminou de perguntar, já percebeu que ele estava com a barra da calça levantada e um corte profundo na perna, de onde escorria sangue vivo!
Mas, pelo que via, Patrícia parecia se importar mais com Otávio. Dizia sentir pena de Mário por causa da saúde debilitada e, por isso, não deixava ele sair de casa, mas, na prática, o ignorava em muitos aspectos.
Se fosse outra mãe, preocupada de verdade com a saúde do filho, não teria feito de tudo para encontrar um bom médico?
Pelo que ouvira, no começo Patrícia realmente se esforçou para buscar tratamento, mas depois que dois médicos disseram não haver muito o que fazer, ela simplesmente desistiu e, todos esses anos, apenas manteve o filho trancado sem deixá-lo sair...
De qualquer forma, Manuela sabia que não era de sua conta como Patrícia tratava o filho. Fez apenas uma advertência a Mário e já se preparava para ir embora.
No entanto, ao dar um passo, notou que Mário continuava imóvel, sentado ali, sem a menor intenção de procurar um médico. Pelo contrário, ele apenas observava sua partida, com um olhar profundo e difícil de decifrar. De repente, Manuela não conseguiu mais seguir adiante.
Não sabia por quê, mas, enquanto sentia aversão por Patrícia e Otávio, com aquele rapaz ela simplesmente não conseguia se irritar; pelo contrário, sentia até uma certa compaixão por ele.

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