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A Esposa Renascida da Elite romance Capítulo 732

Mário lançou-lhe um olhar, pressionou os lábios em silêncio, hesitou por dois segundos antes de se sentar à beira do canteiro de flores próximo, levantando devagar a barra da calça.

Quando Manuela viu aquele joelho em carne viva, não pôde evitar um suspiro de espanto e olhou para ele, surpresa: "Como você aguenta tanta dor? Se ao menos tivesse mostrado esse machucado antes, não seria aquele senhor tentando te extorquir, e sim você exigindo que ele pagasse pelo seu tratamento!"

Combinando com o que Mário havia dito antes, não era difícil deduzir que aquele senhor havia se jogado de propósito, causando a queda de Mário da bicicleta.

Mário sorriu, um pouco envergonhado, e não disse nada.

Foi só então que Manuela percebeu que, quando ele sorria, transmitia uma timidez e uma delicadeza inesperadas.

Era difícil acreditar que um rosto tão parecido com o do seu marido pudesse exibir uma expressão dessas.

Ela se colocou no lugar de Lucas por um instante, sentiu um arrepio e logo sacudiu a cabeça, tentando afastar a sensação.

"Espere um pouco."

Olhando ao redor, Manuela correu até a farmácia mais próxima, comprou alguns itens para tratar feridas e rapidamente voltou para junto do canteiro.

Com habilidade e cuidado, ela tratou do ferimento de Mário e, em pouco tempo, levantou-se. "Pronto—"

Ao levantar o rosto, foi surpreendida ao encontrar o olhar de Mário ainda fixo nela. Quando percebeu que havia sido flagrado, ele logo baixou os olhos, e os longos cílios esconderam o que havia em seu olhar, adotando novamente um ar reservado.

Manuela achou aquilo estranho. "Por que você fica me olhando assim?"

"…Não estou." Ele ficou um tanto constrangido; claramente não era bom em mentir, pois até mesmo essas duas palavras soaram extremamente difíceis para ele.

Manuela estava prestes a dizer algo, quando o telefone de Lucas tocou.

"Você não disse que vinha para a empresa hoje? Onde você está?"

Na mesma hora, ela abriu um sorriso, e seus olhos pareceram ganhar vida. "Estou indo agora, já estou a caminho!"

Depois de desligar, ela perdeu o interesse em continuar a conversa com Mário. "Tenho um compromisso, preciso ir. Você consegue pegar um táxi para voltar sozinho, não é?"

Percebendo o tom frio e distante, um traço de amargura passou pelo olhar de Mário. "Consigo, sim."

"Ótimo, então estou indo. Até logo!"

Mas, como ele não se mostrou disposto, ela resolveu não insistir. Ficaria para outra ocasião.

Meia hora depois, na empresa.

"…Eu sei que não marquei hora, mas com a relação que tenho com a Família Almeida, ainda preciso de agendamento? Pra que tanta burocracia? Ligue logo para a diretoria!"

"Exatamente! Minha filha vai ser a futura Senhora da Família Almeida, é praticamente da família do Lucão. Vocês não deviam dificultar as coisas desse jeito!"

Assim que Manuela entrou, ouviu aquelas vozes autoritárias ecoando pelo saguão, e uma delas lhe pareceu familiar.

Ao olhar para o local, reconheceu imediatamente: era Márcia.

Naquele momento, Márcia e um casal de meia-idade, que pareciam ser seus pais, estavam criando confusão na recepção, insistindo em falar com Lucas.

Manuela arqueou as sobrancelhas e se aproximou. "O que está acontecendo aqui?"

A recepcionista, ao vê-la, teve um brilho repentino no olhar, e por pouco não deixou escapar um "senhora"—mas conseguiu se controlar a tempo.

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