Ela estava prestes a fazer uma ligação quando, de repente, alguém chamou seu nome: "Yun, Manuela…?"
O tom era hesitante e incerto.
Manuela virou-se e viu uma garota que lhe parecia vagamente familiar. Ela precisou de dois segundos para reconhecer: era uma das acompanhantes no grupo de Márcia.
"Precisa de alguma coisa?" Ela olhou para a outra, confusa.
Será que elas se conheciam? Por que estaria chamando-a?
A garota parecia aflita e um pouco hesitante. Ficou indecisa por dois segundos, até que tomou coragem e disse: "Você é amiga da Camila, não é? Ela está numa situação complicada agora, será que você poderia ir lá dar uma olhada…?"
"O que aconteceu com a Camila?" O semblante de Manuela se tornou sério.
Três minutos depois.
No camarote onde Camila estava.
Manuela empurrou a porta com força e, ao entrar, deparou-se com uma verdadeira bagunça: gritaria, choros e confusão por todos os lados.
Era um camarote grande, portanto havia muita gente ali dentro. Mas Manuela avistou de imediato as figuras centrais — Otávio e Márcia!
Otávio estava claramente embriagado, com uma postura arrogante e desrespeitosa, recostado no sofá, enquanto Márcia se aninhava de forma afetada em seu colo.
Na frente deles, uma garota era forçada a beber pelos outros. Manuela olhou com atenção e logo reconheceu Camila!
Naquele momento, Camila estava completamente desarrumada, presa entre dois homens que a seguravam e ignoravam seus pedidos de clemência, praticamente obrigando-a a beber puxando-a pelos cabelos.
Márcia, encostada em Otávio, não só não interveio, como ainda assistia à cena com um sorriso satisfeito.
"Não… Eu não aguento mais, por favor! Márcia… cof! Eu… mm!"
"Manuela?!" A voz surpresa e animada de Otávio interrompeu as palavras de Márcia.
Márcia parou subitamente, olhando para ele, atônita.
Ele, porém, nem deu atenção a Márcia. Todo o seu foco estava em Manuela.
Mesmo depois do constrangimento que ela lhe causara no último encontro, Otávio parecia ter esquecido completamente. O motivo era simples: o rosto de Manuela era realmente deslumbrante, e toda vez que a via, ele ficava encantado.
Manuela lançou um olhar a ele, depois para Márcia, e então soltou uma risada sarcástica, sem esconder o desprezo na voz:
"Então é você que é o namorado da Márcia?"
Ela pensou que pelo menos fosse um filho ilegítimo, mas era só isso? Só isso?
Um filho da amante, que nem sequer podia ser chamado de "Sr. Almeida" legítimo?

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