Manuela: "......"
Pensando bem, ele estava certo. Ela assentiu obedientemente. "Tudo bem, da próxima vez eu falo com o Lionel."
Mas logo voltou a se preocupar. "É tão ruim ter gente me seguindo para todo lado... Não tenho liberdade nenhuma..."
Lucas respondeu: "Se você não quiser, não precisa deixar que fiquem ao seu lado. Eles podem te proteger discretamente."
Assim já era aceitável. Manuela concordou.
Lucas ficou satisfeito e seu olhar se tornou mais suave, fitando a pessoa em seus braços, os olhos cheios de ternura.
— Esse era o seu tesouro mais precioso, e todo cuidado era pouco.
"Você tem tempo amanhã?" Lucas voltou a perguntar.
"Pra quê?" Manuela o abraçou pela cintura, erguendo a cabeça curiosa.
"Quero te apresentar a alguns amigos."
"Amigos?" Manuela demonstrou algum interesse.
"Sim." Lucas segurou sua mão, levou a ponta dos dedos dela aos lábios e deu um beijo suave, a voz baixa e terna. "Você é minha esposa. Já passou da hora de eles conhecerem a cunhada."
"Então eu tenho tempo!" Manuela se endireitou animada. Até agora, dos amigos dele ela só conhecia o Jorge Guedes!
"Em qual lugar ficou combinado?" perguntou de novo.
"No Bar da Lua."
Que coincidência?
Manuela se lembrou de que Otávio também a havia convidado para a festa de aniversário de amanhã, que seria realizada no Bar da Lua.
Mas só se surpreendeu por um instante e logo não deu mais importância.
Era só uma coincidência terem escolhido o mesmo lugar, era só evitar se encontrarem.
No dia seguinte.
Mal chegou à porta do bar, Manuela ouviu a voz de Camila.
Virando-se, viu um grupo de rostos conhecidos — era Márcia e seu grupo de amigas.
Diferente do dia anterior, hoje todas estavam especialmente arrumadas, chamando atenção.
Manuela pensou que aquilo era um mau presságio, respondeu para Camila: "Marquei com uns amigos aqui. Vou entrar."
Disse isso e seguiu em frente, sem intenção de perder tempo ali.
"Manuela, você realmente veio?" Márcia, de repente, a bloqueou.
"Tsc, tsc, só uma vaga para garçonete, eu só falei por falar, e você veio correndo mesmo assim!"
O olhar dela era de desprezo e satisfação, cruzando os braços enquanto avaliava Manuela de cima a baixo, usando um tom de falsa generosidade —
"Enfim, já que veio, não posso voltar atrás. Daqui a pouco lembre de ser esperta, atenda direito, e quem sabe você não ganha uma caixinha!"

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