Ao descer do carro, Manuela primeiro ergueu os olhos para observar o imponente edifício à sua frente, só então caminhando em direção à entrada.
"Senhorita procura por quem? Tem horário marcado?" A recepcionista, ao vê-la, teve um brilho nos olhos e perguntou de forma solícita.
A voz era incrivelmente suave.
— Para pessoas e coisas bonitas, todos sempre estão dispostos a dar um tratamento especial.
Manuela curvou levemente os lábios. "Estou procurando o senhor Lucas, poderia ligar para o Lionel, por favor? Diga a ele que meu sobrenome é Silva."
Procurando o Lucão?
A recepcionista lançou um olhar surpreso para Manuela.
Não eram poucas as pessoas que vinham procurar o Lucão, mas chamá-lo diretamente pelo nome era raro.
Enquanto tentava adivinhar a identidade de Manuela, a recepcionista fez a ligação para o andar de cima.
"Lionel, tem uma senhorita Silva aqui dizendo que veio ver o Lucão..."
Silva?
Lionel desceu o mais rápido que pôde.
Ao avistar Manuela, apressou-se até ela. "Senhora, o que faz aqui?"
Senhora?!
A recepcionista ficou boquiaberta, fitando Manuela.
"Vim buscar o Lucão no trabalho", respondeu Manuela.
"O Lucão ainda está em reunião, deve demorar pelo menos mais meia hora até o fim do expediente. Senhora, venha comigo até lá em cima."
Ali estava uma marmita cor-de-rosa, delicada e fofa, totalmente deslocada naquele escritório sóbrio e sofisticado.
Bastou um olhar para saber que aquilo não poderia pertencer ao Lucas!
Além disso, parecia claramente ser algo de mulher.
Levantou-se e abriu a marmita. Dentro havia uma porção de sopa, ainda fumegando!
O olhar de Manuela ficou sombrio. Ela fechou a tampa com delicadeza, mas antes que pudesse pensar melhor, ouviu um leve ruído.
Virou-se e olhou para trás, onde havia uma porta fechada — era a sala de descanso exclusiva do Lucas.
Manuela caminhou até lá, sem pressa.
Antes mesmo que pudesse tocar a maçaneta, ouviu-se um "clique" — a porta se abriu por dentro.

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