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A Esposa Renascida da Elite romance Capítulo 684

Clara já estava há alguns anos na sede do Colégio Médico Nacional, com bastante experiência, e justamente era ela quem cuidava do atendimento e avaliação.

Ao receber a mensagem, Clara estava se preparando para ir até lá, mas de repente recebeu uma ligação de sua mãe, Lúcia Sousa.

Henrique e Lúcia já estavam na cidade há alguns dias, mas nesse período Clara esteve muito ocupada e a família ainda não tinha conseguido sentar-se junta para uma refeição decente.

Ao mesmo tempo, Lúcia queria que a filha a acompanhasse para um passeio.

Clara pensou por um momento e concordou. Quanto à questão do recepcionista, tratava-se apenas de uma funcionária informal, que provavelmente nem passaria na avaliação; não era alguém importante o suficiente para que ela mesma perdesse tempo indo até lá.

Por isso, de maneira displicente, ela apenas disse ao recepcionista: "Se vira", encerrou a ligação e saiu imediatamente.

Assim, o recepcionista, mantendo a postura profissional, levou Manuela para cuidar dos trâmites necessários.

As regras da sede eram relativamente flexíveis: não era preciso comparecer diariamente para bater ponto, bastava estar disponível para ser chamado, onde quer que estivesse, sempre que houvesse alguma tarefa.

No entanto, Manuela ainda nem havia obtido a qualificação formal, nem precisava cumprir essa regra; só precisava esperar e retornar no dia da avaliação.

Tendo entendido isso, Manuela preparou-se para sair.

Ao atravessar o portão do Colégio Médico Nacional, ela parou de repente, o olhar fixo à frente.

Viu, ao lado de um carro, três figuras familiares — Henrique, Lúcia e Clara.

Henrique estava com o rosto radiante, olhando para Clara com um orgulho enorme, bem diferente do semblante abatido e sombrio que costumava exibir em Vila do Sol.

Manuela soltou um sorriso cínico, sem qualquer emoção nos olhos.

Henrique, em relação a ela, sempre tivera apenas um traço de compaixão, enquanto o carinho por Isabela era infinitamente maior; mas, tanto ela quanto Isabela, nenhuma delas poderia se comparar a Clara.

Clara era, de fato, a filha de quem ele mais se orgulhava, aquela que ele mantinha sempre em seu coração.

"Fez? Fez foi muita coisa!"

Ao mencionar isso, Henrique ficou ainda mais irritado.

"Você já sabe que ela se casou com a Família Almeida, não é? Agora que tem quem a apoie, acha que pode ignorar a família que a criou. Você sabe por que nossa empresa ficou assim? Foi culpa dela!"

Na verdade, o motivo da crise da empresa da Família Silva era a má administração de Henrique, mas para ele, isso pouco importava. Seu objetivo ao casar Manuela com alguém do Jardim Real era justamente buscar contatos para salvar a empresa.

Mas aquela filha ingrata, em vez de ajudar a família, ainda influenciou o Lucão, impedindo-o de intervir!

Então, se não foi culpa dela, de quem seria?

"E tem sua irmã também..." Lúcia, com os olhos marejados de raiva, acrescentou: "Isabela ficou nessa situação por culpa dela!"

Quando se tratava de Isabela, Lúcia não só culpava Manuela, mas também Henrique. Como podia ele ser tão cruel com a própria filha?

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