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A Esposa Renascida da Elite romance Capítulo 650

A Velha Senhora subiu correndo as escadas ao som de batidas fortes na porta.

"Lucas, abra essa porta pra mim! Quem te ensinou a bater na esposa?!"

"A Manuela é bem mais nova que você, e nem pra mimar e ter paciência com ela você serve, ainda por cima tem coragem de levantar a mão? Você não tem coração?!"

A voz fria e controlada de Lucas veio de dentro do quarto—

"Mesmo sendo mais nova, ela já não é mais uma criança. Como marido dela, tenho a responsabilidade de ensinar o que ela deve ou não fazer. Vó, não se envolva nisso."

Os soluços altos de Manuela voltaram a soar, tão tristes que partiam o coração.

Por mais que a Velha Senhora insistisse, Lucas estava decidido a disciplinar a esposa.

Quando finalmente a porta do quarto se abriu, Manuela estava deitada no sofá, com os olhos inchados de tanto chorar, ainda soluçando baixinho.

A Velha Senhora entrou apressada, "Ai, minha Manuela, ele te bateu onde? Conta pra vovó, vovó vai dar uma lição nele!"

Com os olhos cheios de lágrimas, Manuela levantou a cabeça devagar e olhou para Lucas, que estava de pé ao lado, com o rosto fechado e postura rígida, olhando de volta com um olhar que dizia: "Fale o que quiser, se não gostar do que ouvir, não me responsabilizo pelo que faço depois."

Sentindo-se injustiçada, Manuela desviou o olhar, suportando a dor no quadril, as lágrimas rolando silenciosamente. "Ele não me bateu..."

Quem poderia imaginar? Uma adulta, já casada, um dia teria a chance de viver a infância que perdeu—nem quando era criança apanhou assim!

Vendo aquele estado lamentável e a coragem que faltava para falar, a Velha Senhora ficou sem saber o que dizer.

Manuela fungou o nariz e, ainda cabisbaixa, completou: "A culpa foi minha, eu mereci..."

Lucas não demonstrou se havia ficado satisfeito com a resposta. Sua voz continuou fria: "Vó, a senhora pode sair agora, vou consolar ela."

Consolar?

Manuela retrucou, inconformada: "O que isso tem a ver com crueldade..."

"Tem razão, você não foi cruel. Só não pensou em mim antes de agir."

"Não pensou que eu poderia ajudar com seu problema, nem pensou que, se algo te acontecesse, o que seria de mim—não foi?"

Manuela abriu a boca para responder, mas ele se adiantou: "Você vai dizer que já tinha tudo planejado, que não corria risco, não é?"

"Mas sempre existe um imprevisto, e você nunca pensou que, se algo desse errado, eu ficaria sem você."

"Manuela, já te disse: eu não posso te perder."

O tom dele era calmo, mas deixava transparecer um cansaço genuíno, como nunca antes.

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