Ele realmente não levava Manuela a sério, ousando até mesmo tentar expulsá-la dali!
Ao lado de Manuela, Lionel e Jorge imediatamente ficaram com a expressão fechada. Esse desgraçado estava mesmo pedindo para morrer!
Mas, antes mesmo que eles pudessem dizer algo, Manuela já havia ordenado: "Alguém, prendam-no para mim!"
Assim que ela terminou de falar, quatro seguranças altos e fortes arrombaram a porta e avançaram diretamente sobre Vicente. Com um estrondo, o imobilizaram sobre a mesa de reuniões!
Todos ficaram chocados; até os dois seguranças que tinham vindo para cima de Manuela recuaram instintivamente dois passos.
Sentada na posição principal, Manuela apenas esboçou um leve sorriso.
Se vieram atrás de explicações, como poderia ela não estar preparada?
Antes de vir, já havia considerado o pior cenário, inclusive a possibilidade de confronto físico. Por isso, obviamente trouxe seus seguranças!
Os homens de confiança do seu marido eram mesmo eficientes: agiam com rapidez, precisão e força, além de imporem respeito com sua presença. Sua capacidade de execução era simplesmente perfeita. Prova disso foi que, assim que entraram, todos ficaram paralisados.
"Manuela! O que você pensa que está fazendo? Como ousa me agredir?!"
Com as mãos presas às costas e forçado contra a mesa, Vicente estava quase fora de si de tanta raiva!
Ele havia cogitado muitas possibilidades, menos a de que Manuela ousaria agir dessa forma!
"Por que eu não ousaria agir contra você? Quem você pensa que é?" Manuela o fitou com os olhos semicerrados, um sorriso gelado nos lábios, sem esconder o desprezo em sua voz.
"As regras do instituto?" Manuela soltou uma risada sarcástica, seu tom repleto de deboche. "O instituto é meu. Os pesquisadores são pagos com o meu dinheiro. Os recursos usados aqui vêm de mim. E ainda assim, os resultados não podem ser usados por mim? Quando foi que criei esse tipo de regra?!"
"Pelo que você está dizendo, eu pago para manter o instituto, pago para que vocês trabalhem, pago para que façam pesquisa, mas os resultados pertencem só a vocês e não têm nenhuma relação comigo? Vicente, você acha que sou idiota ou uma fonte de dinheiro sem fim?"
O rosto de Vicente ficou ainda mais sombrio, mas antes que respondesse, Manuela riu friamente: "Quanto à vingança pessoal, isso é ainda mais ridículo! Eu sou a proprietária do instituto. Se quero trocar o coordenador, é um direito meu!"
"Se estou de mau humor, se não gosto da sua cara, posso simplesmente te substituir. Isso é prerrogativa minha! Não preciso de vingança pessoal para isso."
"Pela sua atitude, não vai me dizer que já considera o instituto como se fosse seu, não é?"
As palavras de Manuela soaram como marteladas na cabeça de Vicente. Já que ele parecia ter esquecido, ela não se importava em lembrá-lo: ela era a verdadeira dona daquele instituto!

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