Manuela também olhou para Bruno, surpresa pelas palavras de Viviana.
Ela sempre achou que seu primo a detestava...
Bruno ficou com a expressão um pouco rígida ao perceber o olhar dela e desviou o olhar. "Eu só vim agradecer, nada mais."
Ele lançou um olhar para Lucas e acrescentou: "Queria conversar com você a sós, tenho algumas coisas... que gostaria de perguntar."
Manuela ainda pensava no que a prima acabara de dizer, sentindo-se um pouco feliz, então assentiu imediatamente. "Tudo bem."
Lucas, no entanto, pareceu um pouco incomodado; seu olhar escureceu e ele segurou firme a cintura fina dela, sem intenção de deixá-la ir.
"Você não acabou de dizer que estava morrendo de fome?" Ele disse num tom calmo. "Vamos comer primeiro."
Sem esperar a resposta dela, simplesmente a pegou no colo e levou-a em direção à sala de jantar.
Manuela tentou se soltar levemente, lançou um olhar rápido na direção de Bruno e, com o rosto corado, disse: "Amor, eu posso andar sozinha..."
Em outras ocasiões, tudo bem, mas na frente do primo, ela ficou um pouco sem jeito.
Com o rosto fechado, Lucas disse: "Os outros podem ver, ele não."
"Não foi isso que eu quis dizer..."
Antes que pudesse terminar, Lucas já havia entrado com ela na sala de jantar.
Atrás deles, Bruno observou os dois se afastando e ficou olhando por um longo tempo.
Viviana se aproximou, sorrindo: "Prima, não é bom ter um marido tão carinhoso? Com ele por perto, não precisa mais se preocupar em ser maltratada."
Bruno não respondeu, e Viviana percebeu rapidamente que o irmão parecia não estar muito contente.
"Mano?" Ela olhou para ele, confusa.
Bruno então desviou o olhar. "Não é nada."
Manuela inflou as bochechas. "Por quê? Eu só quero pegar um ar, está tão abafado aqui... Posso me agasalhar mais..."
"Mesmo assim, não pode." Ele era categórico.
Manuela só pôde ceder, levando Bruno até o pequeno jardim de inverno no andar de cima.
Quando se virou para convidar Bruno a sentar, ouviu ele perguntar: "Ele é tão autoritário assim, não te dá liberdade... você está feliz?"
Manuela se surpreendeu por um instante, percebendo que ele se referia ao que acabara de acontecer. Não pôde deixar de sorrir, os olhos semicerrados de felicidade. "Ele só está preocupado comigo, eu gosto de ser cuidada por ele, não estou infeliz. Primo, você está preocupado comigo?"
Vendo o brilho de doçura nos olhos dela, Bruno respondeu contrariado: "Se você está feliz, não vou me meter."
Manuela fez uma expressão de leve aborrecimento e o encarou: "Você não veio aqui para me agradecer? Por que está falando comigo desse jeito? Se continuar assim, então nem quero ouvir seu agradecimento."
Sentou-se de uma vez: "Enfim, não quero ouvir você dizer obrigado. Você disse que tinha algo para me perguntar, o que é?"

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