"Meu primo está em coma", disse Manuela Silva, e então se lembrou de algo importante, voltando-se para Lionel que vinha atrás: "Me ajude a encontrar alguns remédios, vou precisar deles depois."
Ela não especificou quais remédios precisava, preferindo enviar a mensagem para Lionel pelo celular.
Lionel olhou a mensagem, assentiu e saiu para cumprir a tarefa.
"Vovô, já que o hospital não pode fazer nada, por que não levamos o primo para casa?", Cláudia Guimarães sugeriu de repente. "Assim será mais fácil cuidar dele."
O velho Sr. Guimarães desviou o olhar de Lucas Almeida para Cláudia e disse: "Está bem."
Uma hora depois, Bruno Guimarães, ainda em coma, foi levado de volta para a casa da Família Guimarães.
Manuela, após sua "nova chance", entrou pela primeira vez na casa da Família Guimarães.
Ao erguer o olhar, viu o retrato de família pendurado na parede da sala.
Nele não havia sua mãe, nem ela mesma, apenas Cláudia!
Seus olhos se obscureceram por um momento, e então sua mão ao lado foi segurada.
Lucas disse: "Se gostar, no futuro tiramos uma foto nossa e você pode pendurá-la onde quiser."
Instantaneamente, a nuvem em seu olhar se dissipou.
"Nossa casa": essas três palavras fizeram seu coração estremecer.
"Está bem", respondeu suavemente.
"Quem vai primeiro?" Nesse momento, o velho Sr. Guimarães falou.
Manuela retornou à realidade e levantou os olhos.
Cláudia disse: "No momento, ainda não tenho nenhuma ideia. Já que Manuela está tão confiante, deixe que ela comece."
"O que tem eu?", retrucou Manuela, sua voz fria. "Se não estou enganada, a Família Guimarães só adotou Cláudia, não você também, certo? Com que direito você mora aqui?"
Os empregados ao redor lançaram olhares sutis para Glória, com desprezo.
Apesar de trabalharem juntos na casa da Família Guimarães, nunca tiveram simpatia por Glória, alguns até sentiam antipatia por ela.
Manuela tinha razão: a Família Guimarães só havia adotado Cláudia. Mesmo assim, Glória não hesitou em viver ali por tantos anos!
Se ela trabalhasse oficialmente como empregada, tudo bem, mas apesar de receber salário de empregada, ela se portava como se fosse da família! Tratava os outros empregados com arrogância e autoridade, às vezes mais do que os próprios Guimarães!
Glória, furiosa, levou a mão ao peito: "Sou tia da Cláudia! E Cláudia agora é a filha querida da Família Guimarães. Por que eu não poderia morar aqui?"
"E você, quem é para me falar assim? A Família Guimarães não te reconhece como—"
Antes que terminasse a frase, uma voz irada interrompeu de repente: "Chega!"

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