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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 423

Os números nas telas de vários aparelhos pulavam sem parar, mostrando claramente a condição corporal da paciente naquele momento.

O tempo passava. As pessoas do lado de fora do corredor esperavam ansiosas, enquanto só o som baixo das máquinas operando sobrava dentro da emergência.

Arthur ficou ao lado da cama, com as mãos ao lado do corpo, os olhos fixos no rosto de Beatriz.

Ele não queria acreditar que a morte era real, mas a cena na sua frente o afetava, e sua mente balançava entre os dois julgamentos.

Poucos minutos depois, o líder da Equipe Médica Particular Valente guardou os instrumentos médicos, foi até Arthur e relatou os resultados em voz baixa.

— Sr. Valente, o exame inicial está completo.

— A paciente está apenas em um coma induzido. Os sinais vitais estão fracos, mas a frequência cardíaca, a respiração e a pulsação estão normais. Não há sinais de morte.

— O corpo não sofreu nenhum dano fatal, e todas as funções estão operando de maneira estável. Não há risco de vida.

Essas palavras entraram claramente nos ouvidos de Arthur.

Uma pedra que estava em sua mente caiu no mesmo instante, mas o que veio a seguir foi uma raiva mais intensa.

Ao lado, o Dr. Silveira soltou um longo suspiro e seu corpo tenso finalmente relaxou.

Esse assunto não podia mais ser escondido.

Ele virou a cabeça para olhar para Beatriz na cama, depois para o olhar frio de Arthur, e rapidamente calculou um plano para lidar com aquilo a seguir.

Com o plano exposto, os arranjos para sair do país teriam que ser adiados.

O ponto mais crucial no momento era proteger o segredo de que Beatriz tinha câncer.

Arthur tinha grande poder e contatos em todas as áreas. Se descobrisse a verdade, com o temperamento que tinha, com certeza agarraria isso.

Ele usaria isso como motivo para forçar Beatriz a ficar ao seu lado, chegando a organizar tratamentos e supervisões. Então Beatriz não teria nem um pouco de liberdade.

A coisa que Beatriz mais valorizava na vida era o rosto e a dignidade.

Desde que o diagnóstico da doença começou, ela suportou toda a dor sozinha em silêncio, nunca revelando nada para fora.

O Dr. Silveira deu um passo à frente e falou com Arthur, com um tom calmo: — Talvez o diagnóstico tenha sido um erro. Deve ter sido só um choque há pouco.

Arthur o olhou com frieza, não respondeu, e o olhar voltou para Beatriz.

—

Do lado de fora da porta da emergência, Helena continuava parada, ouvindo claramente a conversa e os resultados médicos vindo de dentro.

Quando ouviu "a paciente não morreu, está apenas em um coma induzido", ela inteira congelou.

Com as emoções subindo e descendo muito, o estômago dela começou a doer, e a parte inferior da barriga também sentiu uma dor latejante com sensação de peso, fazendo o corpo inteiro amolecer, tornando difícil ficar de pé.

Ela não aguentou manter o fingimento de calma de antes, segurou a barriga com as duas mãos e encolheu um pouco o corpo.

— Minha barriga... Minha barriga está doendo muito...

Helena murmurou baixo, os passos tropeçando, e ela toda cambaleou.

Metade era verdade, o incômodo da gravidez acionado pelas emoções altas, e a outra metade era que ela fingia desconforto de propósito.

Ela sabia que toda a atenção de Arthur estava em Beatriz na emergência agora, e ela tinha que usar a si mesma e a criança para trazer o olhar dele de volta.

Ela não podia só olhar enquanto Arthur continuava mantendo outra pessoa no coração. Mesmo que fosse só um pouquinho de preocupação, ela não aguentava.

Arthur, dentro da emergência, ouviu o barulho do lado de fora.

Ele virou a cabeça, através da porta aberta, e viu Helena segurando a barriga com uma expressão de dor.

O homem soltou um som baixo.

Helena estava grávida, o feto estava em uma fase importante de desenvolvimento. O médico avisou de novo e de novo que ela não podia ter altos e baixos emocionais nem trabalhar demais.

Agora ela estava visivelmente mal. Se ele deixasse para lá e afetasse o bebê, causaria mais problemas.

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