Entrar Via

A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 404

— O que aconteceu na porta da vila naquele dia?

Arthur perguntou primeiro. Sua voz era baixa. Não havia preocupação no tom, mas sim cobrança.

— Hugo ligou e disse que você passou mal. Depois, encerrou o assunto sem explicar direito.

Sua postura era superior, como se estivesse lidando com um problema qualquer, em vez de perguntar sobre a saúde de alguém.

Beatriz olhou para ele. Seus olhos estavam vazios. Sem nenhuma alteração.

Ela deu um passo para o lado, tentando desviar dele. — Não foi nada. — Seu tom era frio e distante.

Quatro palavras simples.

Como se a emergência perigosa daquele dia tivesse sido um pequeno acidente.

Arthur franziu a testa e estendeu a mão, bloqueando-a de novo. — Nada? Quem não tem nada fica cheio de manchas, com falta de ar e sem conseguir parar em pé?

Ele ainda se lembrava de algumas palavras desesperadas de Hugo.

— Mesmo se tivesse acontecido algo, não seria da sua conta.

A voz de Beatriz ficou mais fria, criando uma barreira clara. — Meu corpo, meus problemas. Não precisa se preocupar, Sr. Valente.

— Não é da minha conta?

Para ele, Beatriz estava usando as discussões anteriores e um problema pequeno para fazer birra e provocá-lo.

Ele nunca foi bom em lidar com impasses.

— Nossos problemas não foram resolvidos. Que graça tem dizer esse tipo de coisa?

Os dois se encaravam no meio do corredor. O clima ficou tenso.

Funcionários e parceiros que passavam desaceleraram os passos, olhando com curiosidade.

Sussurros baixos começaram, tornando a cena constrangedora.

Naquele momento, uma voz suave veio de trás.

Helena aproximou-se devagar. Sua barriga estava um pouco saliente. Ela andava sem pressa, com um sorriso educado e inocente. Estava acompanhada por funcionários.

Pelo visto, ela também trouxera a equipe da Lumina Inovação para negociar e acabou esbarrando neles.

Ela parou ao lado de Arthur com intimidade. Seu olhar pousou em Beatriz.

Com um sorriso leve, parecia amigável, mas suas palavras atacavam.

— Faz tempo, Beatriz.

Ela respirou fundo e conteve a irritação. Seu rosto não mudou. Não tentou se explicar nem ficou brava.

Qualquer explicação, manipulada pela má-fé da mulher, só faria as coisas parecerem piores.

Arthur, ouvindo Helena e observando o rosto sério de Beatriz, ficou ainda mais impaciente.

Ele teve certeza de que Beatriz guardava rancor das brigas. Estava fazendo aquela cara de injustiçada de propósito.

Ele olhou para Helena. — Não fique em pé por muito tempo se estiver mal. Está cheio de gente aqui, faz mal para você e para o bebê.

Do começo ao fim, ele não perguntou mais nada sobre a saúde de Beatriz, não se importou com a palidez dela e não deu a ela um único olhar de preocupação real.

Para ele, Helena, grávida ao seu lado, importava muito mais do que Beatriz, que ele achava estar dando chilique.

Helena notou a proteção e respondeu com suavidade: — Eu estou bem. Só falei algumas coisas por causa do encontro.

Ela olhou para Beatriz com um sorriso amigável. — Todos somos do mesmo meio. Vamos nos esbarrar. Fazer um escândalo não é bom para ninguém.

— Não concorda?

Beatriz olhou para ela e respondeu de forma calma: — Não tenho intenção de criar caso.

— Estou aqui apenas a trabalho.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão