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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 382

Beatriz Nogueira estava acostumada com o comportamento cavalheiro dele, e não teve nenhum pensamento a mais.

Guilherme Drummond empurrou a mala em direção ao elevador e ao mesmo tempo explicou a agenda: — Amanhã de manhã, sairemos pontualmente às sete horas para fazer a pesquisa de campo perto do resort nos arredores da cidade.

— As condições de hospedagem lá são limitadas. Esta noite vamos descansar. Na noite de amanhã a probabilidade é de pernoitar lá, então lembre-se de preparar produtos de higiene e roupas para trocar. A viagem de negócios durará três dias no total, o cronograma é bem apertado.

— Tudo bem, já anotei.

Beatriz Nogueira respondeu em concordância e encerrou o assunto em uma frase.

Eles logo chegaram à porta do quarto e Beatriz Nogueira estendeu a mão para pegar a mala.

— Sr. Drummond, desculpe pelo trabalho de você esperar especialmente lá embaixo.

— Já é tarde, você também deve descansar cedo, nos vemos amanhã.

Guilherme Drummond acenou levemente com a cabeça e convidou em voz baixa: — Quer tomar café da manhã juntos amanhã? Também será conveniente sairmos juntos.

O tom era suave e educado, o limite mantido de forma adequada.

Beatriz Nogueira ergueu os cantos da boca e concordou balançando a cabeça: — Sem problemas, ligo para você amanhã de manhã.

— O café da manhã local é muito característico, eu pago essa refeição.

— Então eu ficarei aguardando. — Guilherme Drummond exibiu um sorriso leve nos olhos.

-

Na manhã seguinte, Beatriz Nogueira levou Guilherme Drummond para provar os cafés da manhã típicos locais.

A Cidade das Brisas era uma cidade turística popular. Os becos e ruas tinham uma forte atmosfera matinal, e o fluxo de turistas era contínuo.

Após a refeição, os dois entraram no ônibus de traslado e foram juntos para o resort nos arredores.

— Você é bem familiarizada com este lugar.

Guilherme Drummond olhou para Beatriz Nogueira ao seu lado: — O café da manhã de hoje me deixou muito confortável.

Beatriz Nogueira estava com a cabeça baixa conferindo a lista de materiais no tablet, e levantou os olhos ao ouvir a voz: — Você é gentil.

— No último projeto de cooperação, fomos muito cuidados pela BioGenix Global, um café da manhã não é nada.

Ela tratava as pessoas com gentileza, o sorriso era adequado, mas suas palavras e ações sempre tinham uma leve camada de distanciamento, como se estivesse erguendo uma barreira invisível para que ninguém se aproximasse facilmente.

Sem muita conversa fiada, ela aproveitou a chance para mudar o assunto para o trabalho e discutir os indicadores técnicos das matérias-primas com Guilherme Drummond.

Guilherme Drummond também não se importou e começou a falar de negócios seriamente com ela.

Ao conversarem ao longo do caminho, Beatriz Nogueira reconheceu ainda mais as capacidades dele.

O fato da BioGenix Global estar na vanguarda do setor não era um acidente. Guilherme Drummond tinha formação acadêmica, com uma sólida base profissional.

Mesmo estando na gerência, ainda conhecia bem as tecnologias de linha de frente e os detalhes dos projetos, e trabalhar em conjunto com ele fluía muito bem.

Arthur Valente parou de andar e levantou os olhos para olhar para os dois.

Helena Nogueira viu Beatriz Nogueira de relance, e o canto de sua boca formou um arco orgulhoso.

Nesta disputa invisível, ela acreditava que já havia vencido tudo.

Beatriz Nogueira ficou ao lado de Arthur Valente por muitos anos e acabou de mãos vazias.

Enquanto ela havia retornado ao país por um curto período de tempo e já conseguira fazer Arthur Valente acomodar e responder a todos os seus pedidos.

Anos de dedicação não superavam a companhia momentânea. Esse senso de superioridade continuou fermentando em seu coração.

— Sim. — O tom de Arthur Valente era calmo, os olhos caíram em Guilherme Drummond. — O Sr. Drummond está viajando bastante, o território dos negócios está cada vez maior, posso ver a sua presença em todos os lugares.

Guilherme Drummond deu uma risada leve, o tom educado e calmo: — Como eu poderia me comparar à base firme do Sr. Valente? Nós apenas trabalhamos duro com as nossas mãos e estamos ocupados correndo o ano todo. Não temos a sorte de viajar para lazer.

As palavras soavam humildes, mas as entrelinhas escondiam um tom afiado.

Helena Nogueira tinha a mente aguçada e instantaneamente percebeu que havia algo errado, mas as palavras do outro eram adequadas e não davam espaço para ser pego.

Ela imediatamente deu um passo à frente, corrigindo a postura e abrindo a boca: — Arthur e eu somos bons amigos, estamos apenas relaxando juntos. Não há as complicações que os outros imaginam.

Ela não queria ser rotulada como alguém que se apoiava nos outros. Queria de todo coração ficar em posição de igualdade com Arthur Valente, e não ser um papel que vivia de forma dependente aos olhos das outras pessoas.

A expressão de Guilherme Drummond não mudou, e ele continuou com a mesma aparência suave: — Os relacionamentos privados não têm nada a ver conosco, não tenho intenção de especular demais.

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