Beatriz já sentia uma dor insuportável no abdômen inferior, com o corpo mole e fraco. Ao ser puxada de repente, cambaleou meio passo para a frente.
Parecia que cairia no chão junto com ela.
No último instante.
Uma sombra escura ao lado avançou rapidamente. Estendeu a mão, segurou o braço de Beatriz e apoiou firmemente a pessoa que estava balançando, prestes a cair.
O incidente aconteceu em apenas um instante. Helena congelou no lugar, com metade do corpo ainda na postura de cair para trás.
A mão dela suspensa no ar parou solitária no lugar, enquanto os olhos estavam cheios de incredulidade.
Ela tinha certeza absoluta de que Arthur sempre a protegeria de imediato por estar grávida. Não esperava de forma alguma que, na hora da crise, ele estendesse a mão e segurasse Beatriz.
No instante em que a palma do homem tocou seu braço, Beatriz também ficou atônita.
Ela não esperava que Arthur fosse ampará-la. O toque morno na pele a fez sentir apenas um incômodo absurdo.
Em pouco tempo, ela recuperou os sentidos e aguentou a dor surda que vinha de todo o corpo.
Ela afastou a mão de Arthur sem hesitar.
Em seguida, recuou meio metro, abrindo uma distância clara. Ela não queria nenhum contato físico com ele.
Arthur recolheu a mão vazia, sem demonstrar qualquer emoção a mais no rosto.
O homem parecia tratar sua ação instintiva de agora como apenas um erro sem intenção, falando calmamente: — Segurei a pessoa errada.
Essa frase fez a expressão tensa de Helena relaxar um pouco, e ela aproveitou para cobrir o ventre: — Arthur, levei um susto.
Arthur franziu as sobrancelhas: — Vou levar você ao hospital.
Beatriz respirou fundo, observando-os partir de costas.
Gabriel veio procurá-la.
Perguntou se Beatriz estava bem.
Beatriz balançou a cabeça: — Descansar um pouco já resolve.
Gabriel: — Vejo que você está meio pálida. Por hoje já está quase no fim, vou te levar para casa.
Beatriz assentiu: — Certo.
-
Os projetos de financiamento e investimento ainda não haviam sido negociados, mas o progresso da pesquisa precisava avançar.
Beatriz chegou à Seraphina Biotech logo na manhã seguinte.
E Gabriel liderou uma equipe em uma viagem de amostragem farmacológica em campo.
Ela pensou secretamente que Gabriel era precipitado demais. Como ele pôde entregar uma empresa biofarmacêutica tão grande nas mãos de Beatriz? Ele não tinha medo de que os erros de decisão dela derrubassem a Seraphina inteira?
— Me dê o contato pessoal do Gabriel. Preciso conversar e definir os detalhes da cooperação com ele mesmo.
Beatriz recostou-se de leve na cadeira. O olhar calmo foi direto ao rosto dela, perfurando a máscara com uma frase: — Não precisa perder tempo procurando pessoas. Para ser clara, a Lumina Inovação tem batido com a cara na porta e não consegue captar recursos. Os projetos estão à beira da paralisação e usam a desculpa do compartilhamento de tecnologia.
— Na verdade, vocês querem injetar dinheiro com os recursos de pesquisa da Seraphina para manter a vida. Estou certa?
— O Arthur não vai atualizar os equipamentos do seu laboratório? Ele não vai te dar esse dinheiro?
Exposta na mesma hora em seu propósito real, o rosto de Helena ficou feio e ela assumiu uma atitude durona.
— Eu não dependo dele. Cheguei onde estou hoje sozinha.
— E, eu sei que os aparelhos de teste da sua empresa precisam de atualização e de dinheiro. Eu tenho exatamente esses aparelhos. Você não tem o direito de rejeitar essa cooperação agora.
— Se você insistir em não ter sinceridade para colaborar, nós viramos e repassamos a licença da nossa tecnologia de medicamentos para outras empresas.
Quando o Gabriel voltar e souber que você desperdiçou uma boa oportunidade, com certeza ele vai cobrar.
Ela cruzou os braços, ainda mantendo a velha arrogância superior: — Vir aqui buscar cooperação é a Lumina Inovação dando uma chance à Seraphina.
— Nós possuímos a mais nova tecnologia direcionada melhorada. De agora em diante, as empresas farmacêuticas da indústria brigarão para se aliar a nós.

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