Ela vestia um terninho branco de corte simples, com o cabelo comprido preso de forma elegante, mas o seu rosto estava muito pálido.
Depois de se resfriar na chuva e de ser forçada por Arthur a desenhar aquele vestido, a noite mal dormida apenas piorou sua saúde, que já não estava boa.
O mal-estar com a cabeça doendo e girando persistia desde a manhã.
Beatriz respirou fundo para reprimir a tontura e andou até o lugar reservado para a Seraphina Biotech, na primeira fileira.
Assim que chegou perto da cadeira, uma figura conhecida a impediu de passar.
Arthur estava vestindo um terno escuro sob medida, com a postura reta e nobre, e transmitia uma pressão de quem não queria que ninguém se aproximasse.
Helena estava sorrindo ao seu lado, ambos lado a lado como se formassem o par perfeito, o que chamou a atenção de várias pessoas em volta.
Beatriz parou de andar, correu os olhos sobre os dois de forma rápida e tentou passar pelo lado para se sentar.
No entanto, Helena inclinou o corpo, bloqueando o seu caminho sem muito esforço.
— O desenho do modelo de vestido de ontem estava bem feito. Obrigada.
Beatriz deu um riso zombeteiro.
Já era ridículo ela mandá-la desenhar um vestido para insultar, e ainda teve que falar sobre isso no salão.
Arthur abriu a boca nesse momento: — A Helena adorou aquele modelo.
E Helena continuou: — É verdade. Se eu for me casar, você precisa comparecer.
Beatriz riu, sem a menor vontade de lidar com aquelas duas pessoas.
Ela se virou com a intenção de ir embora.
Arthur não pareceu gostar do silêncio dela.
Vários convidados que não sabiam a verdade acenaram com a cabeça e murmuraram sobre a atitude da mulher. A fofoca logo se espalhou pelo local.
A área de preparação nos bastidores estava quieta. Beatriz encostou-se na parede fria e fechou os olhos para aliviar os ataques contínuos de tontura.
As têmporas doíam.
Ela pegou uma garrafa de água da bolsa e tomou um pequeno gole. O líquido deslizou pela sua garganta, o que fez a sua mente clarear um pouco.
— Como você está se sentindo? O seu estado não parece dos melhores. — Gabriel Santos se aproximou naquele instante, com um olhar muito preocupado.
Beatriz balançou a cabeça: — Estou bem. Você ainda não conhece a minha personalidade? Se eu não conseguisse aguentar, já teria falado.
Gabriel franziu o cenho: — Posso pedir para adiar esta reunião, não tenha peso na consciência. Se tiver algum problema, é só me falar.
Beatriz assentiu: — Eu sei.

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