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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 312

De volta ao apartamento onde morava sozinha.

Assim que Beatriz chegou à porta, viu um bolo em uma caixa de presente delicada, com um cartão de felicitações ao lado.

A caligrafia era limpa e elegante:

Beatriz, feliz aniversário.

Desejo-lhe um futuro brilhante e que tudo corra bem.

Sem assinatura e de origem desconhecida.

Beatriz pegou o celular e perguntou aos amigos um por um, mas ninguém admitiu ter preparado aquilo.

Ela abaixou os olhos e pensou por um momento, antes de levar o bolo para dentro.

O bolo era do seu sabor favorito. No entanto, ela já tinha comido sobremesa na festa daquela noite. Seria impossível comer o bolo todo sozinha, e ele estragaria se ficasse para o dia seguinte.

Como ainda era cedo, ela cortou o bolo, distribuiu para os vizinhos e provou apenas um pequeno pedaço.

-

Na manhã seguinte, Beatriz foi acordada por um telefonema.

Era de Arthur.

— Acordou? — No telefone, a voz do homem estava grave e rouca, com a preguiça de quem acabou de despertar.

Beatriz esfregou os olhos sonolentos e olhou as horas. Eram apenas seis da manhã.

Ela se sentou, arrumou os cabelos soltos e perguntou friamente: — O que foi?

— Se arrume. Vou buscá-la para passar a Festa da Reunião Familiar no Solar dos Valente.

— Não precisa. — Beatriz recusou de imediato. — Eu dirijo até lá mais tarde.

Ela não queria mais compartilhar o mesmo carro que ele, mantendo uma proximidade forçada que só geraria fofocas.

Arthur não insistiu e concordou em silêncio.

Beatriz se lavou, tomou café da manhã e dirigiu sozinha para o Solar dos Valente.

Assim que entrou, a avó Valente olhou ao redor e perguntou em voz baixa: — Arthur não veio com você?

Beatriz parou por um segundo.

Arthur ligou de manhã cedo para apressá-la, mas ele mesmo estava atrasado.

Ela inventou uma desculpa qualquer: — Houve uma emergência na empresa e ele foi resolver primeiro.

— Não é nada.

Beatriz respirou fundo.

Reprimindo a dor surda que vinha do abdômen, ela abaixou os olhos e respondeu de forma indiferente: — Talvez eu não tenha descansado bem.

A velha senhora não perguntou mais nada e sorriu ao chamar os criados para continuarem preparando os ingredientes do feriado.

Beatriz sentou-se sozinha em uma cadeira de balanço sob a sombra de uma árvore no pátio. Sua cabeça estava pesada e o corpo sem forças.

Uma dor surda e intermitente irradiava de seu abdômen, causando um desconforto doloroso na região lombar.

Ela não ia ao hospital fazer exames de rotina há muito tempo e a doença no seu corpo continuava agindo em segredo. Somado às noites mal dormidas correndo com o projeto e à tensão do estresse, a dor atacou hoje.

Isabella Valente, a irmã de Arthur, retornou ao Solar naquele momento. Assim que viu Beatriz sentada sozinha, falou com aspereza: — Todo mundo está trabalhando duro para embrulhar os bolinhos recheados e só você está aí sentada relaxando. Gosta mesmo de se fazer de importante.

Beatriz, que já estava com uma dor de cabeça insuportável, levantou lentamente os olhos para encará-la, sem dizer uma palavra.

A avó ouviu, virou a cabeça e imediatamente fechou a cara: — Tem algum dia que você não bate de frente com a Beatriz? Venha ajudar com o trabalho.

Ela lançou um olhar furioso para Beatriz e se afastou contrariada.

A velha senhora voltou-se para Beatriz: — Já são quase onze horas. Ligue para o Arthur e pergunte onde ele está e quando volta.

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