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Nos dois dias livres seguintes, eles deram umas voltas pela cidade de Águas de Santa Fé. Guilherme colocou uma pessoa para acompanhá-los e cuidar de todos os detalhes.
Num piscar de olhos, chegou o dia da Competição Nacional de Inovação Médica.
Logo ao amanhecer, Beatriz separou os materiais da equipe e o projeto, pronta para sair.
Gabriel ficou encarregado de dirigir até o local. Júlia, que estava ao lado, estava morrendo de nervoso.
Embora já não ligassem mais tanto para quem ia ganhar ou perder, conseguir o primeiro lugar traria recursos e reconhecimento demais para ignorar.
Como amiga, acompanhar Beatriz naquela competição de elite enchia o coração de Júlia de orgulho.
A competição era gigante, com propagandas espalhadas por toda a cidade de Águas de Santa Fé.
As pessoas não entendiam a parte técnica, mas sabiam que era algo importante para a medicina do país e estavam prestando bastante atenção.
A equipe vencedora representaria o país no Grand Prix de Biotecnologia da Latina, o que seria uma grande honra.
O resto da equipe do Instituto Seraphina já tinha chegado em Águas de Santa Fé na noite anterior.
Quando entraram no local, já estava cheio de profissionais da área, especialistas e curiosos, além dos maiores nomes do setor.
O grupo do Arthur e da Helena Nogueira também já estava lá.
Nicolas Valente olhou para cima e viu Beatriz entrando no lugar devagar. Ele ergueu as sobrancelhas e disse baixinho, num tom de brincadeira: — A sua ex-esposa se esconde muito bem.
Helena ficou surpresa ao ouvir aquilo, seguiu o olhar dele e, quando viu, não conseguiu esconder o choque.
Helena franziu a testa, por puro reflexo, e falou em tom de desdém: — Um evento desse nível não é brincadeira. É muita burrice ela vir assim de qualquer jeito. Se ela fizer alguma besteira lá, vai manchar o nome de toda a comunidade científica de Nova Alvorada.
— Eu conheço alguns dos juízes. Seria melhor pedir para alguém falar com ela e mandá-la embora antes que atrapalhe o evento e diminua o nível da competição à toa.
Nicolas assentia várias vezes, cheio de sarcasmo.
— A mania de tentar se dar bem nas custas dos outros está na alma dela. Até num evento desse ela tenta arrancar algo pro currículo.
— No fundo, ela só quer arrumar um espaço na área e fazer o currículo parecer bonito.
— Pena que falta talento e capacidade. Por mais que ela corra atrás, nunca vai chegar aos pés da Helena. Dá até pena.
— Se deixarmos ela fazer o que quiser, na primeira mancada quem perde a credibilidade são as equipes daqui.

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