Beatriz Nogueira olhou várias opções e acabou escolhendo um maiô branco claro estilo vestido de alcinha, com um design simples e conservador.
Júlia Paiva não se conteve e comentou na mesma hora: — Você tem um corpo maravilhoso, deveria mostrar sem medo.
— Se vestir de um jeito tão contido assim é ser muito antiquada. Se eu soubesse, não teria trazido esse modelo conservador.
O modelo que Beatriz escolheu era simples e discreto, parecendo gentil e elegante.
Ouvindo a brincadeira da amiga, ela deu um leve sorriso.
Antes, presa o ano todo nas tarefas de casa e vivendo em função da família, ela sempre negligenciou o próprio visual e não estava acostumada com roupas chamativas.
Os biquínis ousados de Júlia pareciam reveladores demais para ela, impossíveis de usar em público com naturalidade.
— Se me mandassem sair com um modelo desses do nada, eu não conseguiria me acostumar tão cedo — Beatriz disse baixinho.
Quando morava na casa da família Valente, cada palavra e ação eram limitadas por regras, e suas roupas sempre foram discretas. Era um hábito longo que não dava para mudar de uma hora para outra.
Júlia torceu a boca: — Da próxima vez, vou te fazer quebrar essa barreira mental para a gente relaxar de verdade juntas.
Beatriz sorriu, sem jeito, e terminou de se trocar.
Ela já tinha a pele clara e macia, com uma silhueta esbelta e proporcional. Mesmo depois da gravidez, seu corpo não mudou nada e as curvas continuavam bonitas.
Júlia olhou com inveja. Seus olhos pararam na cintura fina e flexível da amiga e, ao notar as covinhas nas costas dela, não aguentou e deu um beliscão leve.
— É um desperdício de um rosto e um corpo tão lindos!
Júlia se sentiu indignada por ela: — O Arthur Valente deixou de valorizar uma mulher perfeita para se encantar por alguém com segundas intenções. É muita burrice.
Júlia sempre foi animada e adorava uma fofoca.
— O Sr. Drummond parece tão jovem e tem uma aparência e postura tão boas. Por acaso você já é casado ou tem alguém em vista?
Ouvindo isso, Gabriel riu, virando-se para Guilherme ao lado: — A Juju sempre fala o que vem à cabeça, é só conversa fiada. Se achar indelicado, Sr. Drummond, é só ignorar.
— Sem problemas — a voz de Guilherme era suave e tranquila. — Somos todos amigos, conversar e brincar um pouco não faz mal.
Júlia se empolgou na mesma hora: — O Sr. Drummond é muito direto e sincero!
Guilherme falou devagar, com um tom um pouco resignado: — Para falar a verdade, eu me dedico cem por cento à carreira no dia a dia. Estou sempre correndo de um lado para o outro e não tenho tempo para relacionamentos amorosos.
— E a sua família nunca te pressionou para casar e arranjou encontros às cegas com moças de boas famílias? — Júlia perguntou, curiosa.

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