— Não precisa ficar tensa. — Ele soava calmo. — Tive um problema que não deu para adiar e não consegui ir ao aeroporto pegar vocês hoje. Por isso, preciso ir nas termas para lhes fazer companhia.
O pessoal da Região Sul sempre tratava as pessoas bem.
Beatriz foi gentil em tom de voz baixo: — Sr. Drummond, não precisa se preocupar com isso. Poderíamos conhecer o lugar por conta própria, você já demonstrou uma ótima hospitalidade.
— Sem problemas. — Guilherme balançou a cabeça de forma natural e com um sorriso leve nos olhos. — Também preciso relaxar depois de trabalhar.
Ele voltou a fitá-la com gentileza: — Todo dia tem tanta coisa para fazer, então é muito difícil encontrar amigos do setor de tão longe.
Guilherme sempre tinha o sorriso no rosto que sabia exibir sem erros. Ele era educado com as pessoas e nunca mostrava ar de superioridade.
Mas Beatriz sabia que alguém que sabia segurar o próprio ego e que propositalmente ficava no seu canto não era de forma alguma bom para se lidar; eram sempre os mais calculistas no mundo dos negócios.
Vendo o que ele disse, ela nem tentou negar mais.
O carro ia direto para o Resort Termas de Cristal. Não havia silêncio constrangedor.
Assim que o carro parou nas portas do resort, vários outros pararam em sequência na parte de trás.
Beatriz olhou para os carros. Nunca tinha visto as placas e o modelo dos carros.
Mas logo viu um que ela reconheceu que estava atrás do volante — era Lucas.
Seu peito parou por um instante.
Não era surpresa que Arthur e Helena logo saíram juntos do carro.
E nos de trás estavam Nicolas e Bruno Almeida.
Desde o acidente com o carro anterior de Arthur, o veículo original não era mais usado com frequência.
O Land Rover usado atualmente não combinava de jeito nenhum com as vestimentas dele de negócios de sempre.
Qualquer pessoa diria que o carro foi adaptado de acordo com as preferências de Helena, e ele faria tudo por ela, até mesmo deixar de usar seu carro.
Helena a olhou, percebeu que tinha cruzado com Beatriz saindo do carro e olhou também para Guilherme, que estava ao lado.
Arthur o olhou, ergueu a mão, apertou de forma fraca e logo soltou.
Ele não mostrava reações, abrindo um sorriso frio: — Muito tempo mesmo.
— Por que não avisou que ia vir a Águas de Santa Fé? — perguntou Guilherme com tranquilidade. — Me deixasse mostrar toda a hospitalidade como anfitrião.
— Veio às termas também? Se não se importa, quer vir com a gente?
Helena agia há anos neste meio, o que a fazia conhecer Guilherme. Deu o primeiro passo de modo gentil.
Guilherme acenou e lhe deu a atenção mais cordial que pôde.
Todos diziam o quão educado e gentil ele era, o que se confirmou no mesmo instante em que se encontraram.
Arthur percorreu seus olhos pelo grupo de Beatriz, rejeitando: — Não vou incomodar os convidados do Sr. Drummond.
Guilherme olhou ao redor, abrindo um sorriso: — Desde quando a nossa relação ficou estranha assim?

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