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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 270

— Depois, a gente vai relaxar fazendo uma massagem, eu pago!

Gabriel Santos concordou com a cabeça sem pensar muito, não tinha do que reclamar.

Júlia Paiva virou a cabeça e encarou Beatriz Nogueira: — Você não pode dar o bolo de última hora.

Beatriz Nogueira: — Só escolher o lugar.

Júlia Paiva logo escolheu um restaurante reservado, super recomendado. Gabriel Santos dirigiu até lá.

— Esse restaurante famosinho abriu há pouco tempo em Nova Alvorada. Minha mãe que me recomendou. O sabor é incrível, vamos provar direito hoje!

Os três riram, empurraram a porta e entraram no restaurante.

Mas, quando passaram os olhos pelas cabines dos fundos, o sorriso no rosto dos três congelou num instante, as expressões ficaram pesadas.

Os três olharam e viram. Na cabine mais ao fundo do restaurante, Helena Nogueira e Arthur Valente estavam sentados. Com eles estavam duas ou três peças-chave da pesquisa e desenvolvimento da Seraphina Biotech.

A própria equipe de pesquisa da Seraphina Biotech ali se juntando a eles para comer escondidos. A intenção era óbvia demais.

A Lumina Inovação acabou de ser aberta, não tinha muita base e precisava urgente de pesquisadores bons para aumentar a equipe.

Helena Nogueira tinha acabado de perder muito dinheiro pela parceria que deu errado. Na mesma hora, Arthur Valente deu um jeito de ajudar Helena Nogueira a botar a mão nas coisas da Seraphina, roubando a equipe abertamente.

— Tá na cara que é vingança. A gente barrou o projeto dela antes, e ela perdeu muito dinheiro. E agora ela usa desse jogo sujo para dar o troco. — A cara de Júlia Paiva ficou fechada na mesma hora, sua voz transbordava ódio.

Beatriz Nogueira uniu as sobrancelhas; essa cena fugia completamente do que ela esperava.

Gabriel Santos fechou o rosto, uma frieza atravessou seu olhar, achando aquele método sujo e ridículo.

Júlia Paiva apertou os dentes e cerrou as mãos: — O braço dele até machucou, mas ele não se esquece de fazer joguinhos para aliciar nossos funcionários, não tem mesmo nenhum limite.

Só procuravam essas coisas nojentas e covardes para fazer, dava até nojo.

O alto escalão de controle da Seraphina estava todo presente.

Helena Nogueira cruzou os braços contra o peito. A ponta da sua boca curvou para cima num pequeno sorriso. A sua voz foi suave: — É só um jantar comum entre pessoas do meio, como isso pode ser falta de ética?

Ao ouvir a frase, o estômago de Júlia Paiva revirou. Uma grande cara de pau.

Ela não queria perder mais tempo com bobagem, e voltou-se direto para os pesquisadores: — Contem logo, vocês já tinham mesmo resolvido pular para o outro lado?

Os caras se olharam. Havia aflição no rosto deles.

A Seraphina Biotech vinha crescendo com muita força hoje em dia. Apoiava-se num projeto essencial e as perspectivas já eram ótimas.

Mas a Lumina Inovação vinha com as costas do Grupo Manmai. Eram cheios de grana, tinham mais recursos ao seu lado. A empresa abriu as portas com metas pesadas no mercado de ações e, se comparassem as opções, o nível de cada base estava mais do que óbvio.

Após aquela breve troca de olhares, os três ficaram de pé de uma só vez. Um tom com remorso e, ao mesmo tempo, super forte: — A gente lamenta, mas temos que melhorar de vida. Nós temos os nossos próprios planos de carreira.

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