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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 224

Até mesmo a Ningrui já tinha entrado em contato antes.

Quando Arthur enfiou a Helena na equipe do projeto, ele só queria usar esse currículo para abrir o caminho para ela.

— O Sr. Jairo Gusmão acabou de me ligar.

Beatriz moveu as sobrancelhas: — O que ele quer? Aceitou a parceria?

— Sim, mas exigiu que nos unamos com a Manmai. Faltam alguns detalhes para fechar o contrato. — respondeu Gabriel.

Com o governo unindo as grandes empresas, a Seraphina Biotech, sendo a novata preferida deles, entraria puxada pelas maiores.

Isso traria novas ideias e, com o apoio dos veteranos, o projeto seria mais seguro.

Esse plano significava que eles não poderiam fugir. Teriam que colaborar com a Manmai e Helena.

Beatriz abaixou os papéis e olhou para ele: — Você já aceitou?

— Ainda não. — Gabriel a encarou, com a voz suave. — Fiquei com medo de você se sentir mal, não quero te forçar.

Beatriz olhou para a janela em silêncio. O céu antes limpo agora tinha nuvens escuras ao fundo, trazendo uma sensação de chuva chegando.

Ela soltou o ar, parou de olhar e deu um sorriso leve: — Não temos outra escolha.

Ela sabia que trabalhar com Arthur e Helena a deixaria desconfortável.

Mas era a melhor saída. A visão do governo nunca falha.

Os problemas pessoais eram grandes demais. Ela só queria que cada um seguisse sua vida e virassem estranhos, sem mais ligações.

— Gabriel, eu não ligo mais para isso. — A voz de Beatriz estava tranquila e aliviada: — O casamento acabou. É só esperar o período de reflexão acabar para assinar os papéis e encerrar tudo.

— Já deixei o passado para trás. Para mim, os outros são apenas passageiros e degraus no meu caminho.

Gabriel a encarou, soltou o café e suspirou: — Se a sua identidade não precisasse de tanto sigilo, você não precisaria se esconder...

Beatriz balançou a cabeça, cortando a frase: — Deixe os prêmios do passado no passado. Agora, eu só quero ser uma nova versão de mim mesma.

Gabriel ficou calado por um tempo, olhando para o rosto calmo dela, cheio de admiração.

Ela era bonita, mas tinha um jeito frio, parecendo sempre distante.

Suas descobertas entraram nos projetos militares secretos do país e ninguém no mercado conseguiu superá-las até hoje.

Com sua habilidade, se ela continuasse na área, já seria uma líder de pesquisa do governo.

Beatriz não disse nada. Pegou a sacola e fechou a porta.

Era um vestido preto simples. Havia uma pequena flor branca na gola, muito solene.

Ela olhou para si mesma no espelho, com o rosto neutro, sem nenhum calor nos olhos.

No fim, toda aquela preparação do Arthur era para a Helena ver, garantindo que os Nogueira mantivessem as aparências.

Pronta, desceu. O céu ainda estava fechado e a garoa caía sem parar.

O Maybach preto estava parado na chuva, deixando o ambiente ainda mais solitário.

Beatriz esqueceu o guarda-chuva. A água fria bateu no seu rosto.

Ela sabia que a pessoa no carro nunca sairia com um guarda-chuva para esperá-la.

Quando se virou para voltar e pegar o guarda-chuva...

— Biiip—

A buzina do carro soou na hora. Era uma cobrança sem paciência que cortou o silêncio da chuva.

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