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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 202

— Você acha que eu não conheço a personalidade da Val ou que eu nunca convivi com ela!

Val olhou para Helena Nogueira com os olhos tímidos.

Antes, quando Helena estava em casa, a intimidava bastante.

Vendo o impasse, o professor tentou apaziguar a situação: — No fim das contas é briga de criança, vocês são praticamente da mesma família, não precisa criar tanta confusão. Encarem como um conflito familiar e façam um acordo particular.

Aos olhos de todos, Beatriz Nogueira estava sozinha com a irmã estudante, sem apoio. Mesmo sofrendo injustiças, ela teria que engolir em seco.

— Eu não concordo com o acordo.

Beatriz falou com firmeza, palavra por palavra, sem recuar.

Helena Nogueira virou para Arthur Valente e sondou baixinho: — Arthur, o que você acha?

Arthur, que estava em silêncio, levantou os olhos para Hugo Valente e disse de forma curta e fria: — Peça desculpas.

— Irmão! — Hugo arregalou os olhos, incrédulo, com a mágoa subindo — Não foi culpa minha, foi a Valentina Souza que veio me causar problemas. Por que eu tenho que pedir desculpas?

Helena o protegeu instintivamente: — Conflitos de criança precisam ter certo e errado, não dá para forçar as coisas sem entender.

Arthur ergueu os olhos e fitou Hugo com uma presença pesada: — Você bateu nela?

O olhar era assustador. Hugo entrou em pânico. Por mais arrogante que fosse no dia a dia, ele temia muito o irmão.

Ele abaixou a cabeça instintivamente e murmurou uma desculpa: — Foi só legítima defesa, ela avançou primeiro.

— Ou seja, você bateu nela. — A voz de Arthur não vacilou — Se bateu, tem que admitir e pedir desculpas.

Helena parou por um instante, percebendo que ele queria aproveitar a chance para disciplinar o garoto, e não disse mais nada.

Bater era errado; resolver com um pedido de desculpas já era bastante tolerante, não precisava insistir no assunto.

Beatriz Nogueira observou a cena, levemente surpresa por Arthur Valente ser tão imparcial desta vez.

Hugo Valente olhou para Helena Nogueira pedindo socorro com os olhos, mas só recebeu o silêncio dela.

Ele cerrou os dentes, relutante, olhou para Valentina de forma forçada e soltou as palavras: — Me desculpe.

Val apertou os lábios e não aceitou, erguendo o olhar para falar seriamente: — Você tem que pedir desculpas para a minha irmã também.

— Você não deveria espalhar mentiras sobre ela, distorcendo o passado e difamando a reputação dela de propósito.

O rosto de Hugo Valente ficou pálido, ele cerrou os punhos e a hostilidade aumentou: — Não abuse da sorte!

— Palavras não provam nada, exijo ver as câmeras. — O tom de Beatriz foi firme — Já que a câmera do local quebrou, puxem as imagens das duas últimas semanas, de todos os corredores, cantina, quadra e áreas comuns da escola.

O professor ficou em choque e hesitou: — Isso...

— Podem puxar.

Helena Nogueira riu e concordou.

Ela tinha certeza de que Hugo era um bom garoto e não cometeria bullying. Para ela, tudo era um exagero da Valentina para manchá-lo.

Além disso, desde que se separaram, as irmãs viviam implicando, então era natural que procurassem briga.

Na visão dela, Beatriz Nogueira já era sensível, exagerando em tudo.

Val segurou a barra da roupa de Beatriz e, apesar do corpo magro, falou com calma.

— Eu posso dizer com exatidão a hora em que o Hugo liderou o isolamento, me insultou e me atacou. Basta pegar as câmeras e a verdade vai aparecer.

Helena tinha desdém e descrença no olhar. Como uma colegial lembraria de tantos horários detalhados?

Sem paciência, ela riu: — Tudo bem, então puxem, quero ver quem é que está errada no final.

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