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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 195

Beatriz concordou com calma.

O fim desse casamento e a divisão dos bens nunca foram uma compensação carinhosa, mas sim um pagamento frio para calar a boca.

Para proteger a reputação de Helena e acabar com qualquer fofoca, Arthur usou bens caríssimos como chantagem, ameaçando a guarda de Valentina para forçá-la a assinar o acordo de confidencialidade rígido.

Ela queria sair de mãos limpas e só cuidar da sua família em paz, sem querer um centavo do que ele oferecia.

Mas, já que ele agia com cálculos e usava o ponto fraco dela para forçá-la, ela não tinha motivo para abrir mão de graça do que era seu por direito.

Desligou o telefone, arrumou-se de forma simples, pegou um táxi e foi direto para lá.

Ela quase nunca ia ao local de trabalho dele.

Nos anos em que foi a Sra. Valente, ela raramente colocou os pés lá. Mas, ao chegar ao divórcio, era irônico ser forçada a ir várias vezes.

Passou pela segurança e entrou.

Lucas estava saindo do escritório. Quando a viu, exibiu um sorriso formal e vazio.

— Srta. Nogueira, sinto muito. O Subsecretário Valente convocou uma reunião de emergência, a senhora vai precisar esperar um pouco.

O rosto de Beatriz ficou frio de repente, com uma fina camada fria cobrindo seus olhos.

Era um horário marcado antes por ambas as partes, mas no final, a pessoa que precisava ceder e esperar era sempre ela.

Ela ainda se lembrava bem da humilhação da longa espera da última vez.

Arthur sempre foi assim: tinha o hábito de ignorar o que ela sentia, sempre a deixava por último e sempre achava normal que ela cedesse.

Ela olhou para Lucas, o tom calmo, mas com um frio que cortava. Não era mais a pessoa dócil e paciente de antes: — Se eu disser que me importo de levar um bolo de última hora, você tem como invadir a sala de reuniões agora e chamar o Arthur para fora?

Lucas paralisou, surpreso.

No escritório amplo, entre os móveis que antes eram frios e sérios, havia muitos itens pessoais.

Todos eram enfeites, aromatizadores e organizadores femininos com estilo neutro, que não combinavam com a decoração séria, mas que pareciam estar ali para marcar território.

Não precisava pensar muito para saber que tudo aquilo era de Helena.

Ela podia entrar e sair do espaço privado de Arthur à vontade, deixando suas marcas abertamente, sem barreiras e sem esconder nada.

Enquanto Beatriz, a esposa legítima, passou anos isolada, de forma humilde e ridícula.

Beatriz foi se sentar na cadeira mais próxima sem pensar, mas Lucas cortou rápido, com um tom de dificuldade proposital, quase imperceptível: — Desculpe, Srta. Nogueira. Esse lugar não pode ser usado. É o assento exclusivo da Srta. Helena.

A frase virou o estômago na hora.

O olhar de Beatriz esfriou ainda mais. Sem dizer mais nada, ela seguiu o caminho que ele apontou e sentou em um sofá individual no canto.

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