Mas isso tinha acabado quando o irmão estava no hospital e a família ia falir.
Arthur fechou o tablet, olhou para ela e perguntou: — O que foi?
Beatriz não perguntou do machucado dele e foi direto ao assunto: — Você deixou que eles acabassem com o nosso projeto.
Não foi uma pergunta, mas um aviso.
Arthur respondeu: — É coisa de negócios, cada um faz o que pode.
— Cada um? — Beatriz perguntou: — Você sabe o que eles estão fazendo com a nossa família.
O dinheiro que ele deu era só para colocar Helena em cima e acabar com a família dela.
Arthur disse: — Eu já dei dinheiro, já fiz a minha parte.
Ele fez o que pôde.
Com aquilo, ele acabou sendo cruel e frio.
Beatriz viu que ele era um estranho.
Ela nunca achou que ele fosse matar a família dela.
O irmão estava lá no hospital quase morto e a família não tinha mais força.
E ele, ali no quarto, estava comendo bolo enquanto ela se acabava.
Ela fechou o olho. Quando abriu, ela não estava mais sentindo nada.
— Arthur, lembre-se.
Ela disse em voz baixa, e ele sentiu uma pedra,
— De hoje em diante, você e eu não somos nada.
Arthur olhou, mas não tinha nada que ela pudesse ver.
Beatriz riu.
Quem não queria saber não ligava para isso e só cuidava de si.
Ela não ia brigar por isso.
Alguém do lado deles não iria dar bola para as outras coisas.
Ela ia ver a atitude dele, e não esperava muito.
As coisas dele foram parar nos negócios e mataram a todos.
Beatriz disse:
— Arthur, nós vamos divorciar.
Arthur, ouvindo o que ela disse, não reagiu e falou: — Você está agindo assim por causa da empresa?
Ele não ligava para o divórcio, e achou que era por causa dos problemas.
— Arthur, eu vou lhe dar banho...
Helena estava com a água e entrou. Quando viu Beatriz, calou a boca.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão