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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 155

Helena levantou a mão, tocou levemente na pulseira, e o sorriso nos lábios ficou ainda mais suave: — Obrigada. É um presente do Sr. Valente.

— Sr. Valente? — As pessoas revelaram surpresa. — A Srta. Helena parece tão jovem, e quem diria que há alguém que a mime tanto. Qual talentoso tem tanta sorte?

Todos sabiam que Arthur era casado, mas nunca havia tornado a identidade da esposa pública. Agora, vendo-o entrar e sair com Helena, agindo com intimidade, eles já tinham suas suspeitas.

Helena manteve um sorriso adequado e o tom cortês: — Não convém revelar muito sobre questões pessoais, obrigada pela preocupação.

Assim que as palavras caíram, o celular de Helena tocou.

Ela deu uma olhada no identificador de chamadas, o sorriso se aprofundou; ela atendeu em público e colocou no viva-voz.

Só que do outro lado não era uma criança, mas os empregados de casa fazendo o relatório de rotina.

Helena deu algumas instruções com tom natural, e desligou o telefone. Sua postura foi elegante o tempo todo, o que fez os presentes terem ainda mais certeza de sua identidade especial.

Os olhares de todo o local rodeavam Arthur e Helena. A resposta, evidentemente, já estava ali.

O rosto de Arthur estava em paz; ele parecia já ter aceitado tudo aquilo, talvez até permitindo de forma velada.

Helena olhou para Arthur com um sorriso, e um tom naturalmente íntimo: — Arthur, o pessoal de casa ligou. Está tudo bem.

Arthur apenas assentiu de leve, a expressão continuava igual.

Helena deu um sorriso forçado: — Há muitas coisas em casa, é preciso prestar atenção.

Arthur continuava sereno, não havia nenhum constrangimento; sem nenhuma explicação, ele apenas andou até a área de credenciamento, como se aquele diálogo nunca tivesse acontecido.

Beatriz, que estava não muito longe, escutou tudo, e no seu coração restou apenas uma frieza apática.

— O que eu quero é me livrar de vez desse casamento, pegar tudo que é meu de volta, e estar num lugar mais alto do que o dele.

O que ela queria nunca foi a pena e a conversa dos outros, nem um julgamento moral sobre Helena.

O que ela queria era a própria carreira, a dignidade; ela não queria ser pisoteada por qualquer um, ter o próprio futuro controlado.

Quanto mais íntimos e evidentes Arthur e Helena fossem, mais lúcida ela se tornaria.

Esse casamento já morto não tinha mais nenhum valor para ela sentir apego.

Apenas caminhando em frente sem parar, ela conseguiria sair daquela nuvem escura.

Gabriel olhou a firmeza nos olhos dela e decidiu não dizer mais nada; apenas disse em voz baixa: — O que você decidir fazer, eu apoio.

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