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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 270

Lucy

Com um sorriso doce brincando nos lábios, Lucy passou o dedo coberto de chantilly pela ponta do nariz de Helena, que arregalou os olhos azuis idênticos aos dela e soltou uma gargalhada escandalosa.

Antes que pudesse se esquivar, Heitor recebeu o mesmo destino, ficando com o nariz branquinho e o cabelo levemente espetado pela travessura açucarada.

— Mamãe! — os dois gritaram em uníssono, rindo alto, como se aquele fosse o maior escândalo do mundo.

Lucy abriu os braços teatralmente, fingindo rendição.

— Eu fui atacada por duas criaturas perigosíssimas — declarou, com falsa solenidade.

Foi quando Olavo apareceu, sorrateiro como sempre, e a envolveu por trás em um abraço apertado, afundando o rosto no ombro dela.

— Ataque triplo! — anunciou, aproveitando para sujar ainda mais o rostinho dos pequenos.

A cozinha explodiu em gargalhadas. Helena e Heitor gritavam “mamãe” e “imazão”, a forma carinhosa que haviam criado para chamar o irmão mais velho, enquanto tentavam fugir do abraço coletivo, escorregando no chão claro e deixando rastros invisíveis de açúcar e felicidade.

Lucy se inclinou para limpá-los com um pano úmido, ainda rindo, quando Amélia entrou na cozinha seguida de Sam, Octávia e Maya. As meninas chegaram como um pequeno furacão, cada uma falando algo ao mesmo tempo, comentando sobre a decoração, o horário da festa, o bolo e a expectativa das crianças.

— Quatro anos… — Amélia comentou, emocionada. — Parece que foi ontem que eles cabiam na palma da mão, principalmente a Helena.

— Não me lembra disso — Sam respondeu, apoiando-se no balcão. — Eu ainda estou tentando processar como o tempo passa tão rápido. Minha própria cria está crescendo em ritmo acelerado na minha frente, e eu não sei como parar isso! – ela fez beicinho. – Que saudade dela bebezinha...

Lucy sorriu enquanto terminava de limpar os rostinhos dos dois caçulas, agora com quatro aninhos cheios de energia e ideias mirabolantes. Assim que ficaram livres, eles dispararam pela casa, com Octávia logo atrás, iniciando uma animada brincadeira de esconde-esconde que ecoou risadas pelos corredores. Olavo e Maya os seguiram, disputando quem mandava mais, como sempre.

Lucy apoiou as mãos nos quadris para se endireitar, e sentiu uma fisgada conhecida nas costas. Fez uma careta discreta e levou a mão instintivamente à barriga redonda.

— Lucy? — Amélia e Sam se aproximaram imediatamente, o tom preocupado. — Está tudo bem?

Ela respirou fundo, sorriu confiante e assentiu.

— Está sim. Só eu que estou ótima… — olhou para a bancada, onde os cupcakes repousavam — mas eles definitivamente não estão.

As duas riram ao observar o resultado do esforço culinário, bonecos cobertos de chantilly com cabelos completamente desfigurados pelas mãos curiosas de Helena e Heitor.

— Eles ficaram… expressivos — Sam comentou, segurando o riso.

Lucy acariciou a barriga com carinho. A gravidez já estava avançada, e o corpo dava sinais claros disso. Decidiram fazer a festa das crianças em casa, algo simples, íntimo, mas cheio de significado. E, como queria participar de tudo com eles, inventou de fazer os bolinhos.

— Meu Deus… — murmurou, olhando em volta. — O pessoal já deve estar chegando e olha essa bagunça.

Antes que as amigas respondessem, braços fortes a envolveram por trás. Um beijo quente, salpicado pela barba conhecida, foi depositado em seu pescoço. O cheiro de Vitório a envolveu por completo, trazendo conforto, amor, aquela sensação de lar, segurança.

— Está tudo bem? — ele perguntou baixo, preocupado. — Quer ajuda?

Lucy sorriu, relaxando contra o peito quente dele.

— Estou bem, amor… mas essa garotinha aqui dentro está inquieta hoje.

Vitório pousou a mão na barriga dela, acariciando com delicadeza.

— Vai ser uma valentona — disse, com orgulho.

—Boa sorte para vocês, porque eu sei bem como é — Amélia comentou, rindo. — Maya deixa a gente louca.

Sam se sentou no banco alto do balcão e provocou.

— Vocês tomem cuidado para não encomendar mais um bebê. Igual fizeram quando encomendaram o Heitor. – Sam e Mel gargalharam. – Dois pelo preço de um!

Lucy fez uma careta exagerada, arrancando risadas.

Vitório encaixou a cabeça na curva do pescoço dela e respondeu, divertido.

— A Sam só está com inveja porque você tem um garanhão em casa que não consegue tirar as mãos de você. Enquanto ela tem o Alberto, um pangaré resmungão, com mania de perfeccionismo.

Sam gargalhou alto.

— E eu sou muito feliz com o meu pangaré. Obrigada.

Nesse momento, Otávio e Paula entraram na cozinha, tranquilos e serenos, abraçados, com expressões ternas um para o outro.

— O restante da família chegou — anunciou Otávio, com um sorriso satisfeito.

Adélia veio logo atrás, e já começou a colocar os bolinhos na bandeja. Ela era muito disposta e eficiente em tudo, uma verdadeira Darius.

Lucy pediu ajuda às meninas para levar os cupcakes e terminar de arrumar a mesa da sala de estar, enquanto Vitório ficou encarregado de receber Hans e Beth, Bianca e Luigi com Mariane, que estavam morando na Itália, mas aproveitaram a vinda de Luigi ao Brasil para os negócios para celebrar o aniversário das crianças.

Pouco depois, as gêmeas Andersen entraram na sala.

Não havia mais medo no fundo do peito, apenas gratidão. Gratidão por cada cicatriz que a ensinou a ser forte, por cada perda que abriu espaço para o amor verdadeiro, por cada amanhecer em que escolheu continuar.

Lucy sorriu, com os olhos marejados e o coração em paz, sabendo que não era mais apenas alguém que existia, ela vivia. Uma vida cercada de amor, luz e pertencimento. Finalmente em casa.

❤️Carta ao Leitor♥️

Querido leitor,

Se você chegou até aqui, saiba que não caminhou sozinho, e eu também não.

Cada capítulo desta trilogia foi escrito com o coração exposto, com mãos que às vezes tremiam e olhos que muitas vezes se encheram de lágrimas. A Esposa Muda do CEO nasceu como uma história, mas se transformou em algo muito maior, um encontro de dores, silêncios, recomeços e, acima de tudo, de amor.

Os Darius, não foram apenas uma personagem. Eles foram a voz para quem foi calado, força para quem foi quebrado, e esperança para quem achou que nunca mais conseguiria se reconstruir.

Ao acompanhá-los, você testemunhou o peso do trauma, a delicadeza da cura, o poder do acolhimento e a beleza de renascer mesmo depois de tudo. E, ao fazer isso, você me permitiu contar três histórias que precisavam ser contadas.

Nada disso teria sentido sem vocês.

Sem sua sensibilidade para ler nas entrelinhas, ou sua paciência para permanecer quando a ansiedade doía, de coração aberto para acreditar que finais felizes não são ilusões, são conquistas.

Esta trilogia se encerra aqui, mas a mensagem permanece. O amor verdadeiro não silencia, não machuca, não aprisiona.

Ele cura.

Ele espera.

Ele respeita.

Ele constrói.

E todos nós merecemos uma vida cercada de amor, inclusive depois de termos sido quebrados.

Obrigada por confiar em mim. Obrigada por sentir comigo.

Obrigada por permitir que esta história também fosse, de alguma forma, sua.

Com todo o meu carinho e gratidão,

Giulia Campos✨

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