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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 189

POV

Olavo

Eu não sabia quando meus pais descobriram que eu era filho biológico do papai, mas me senti aliviado quando eles me contaram. Os abraços deles me faziam se sentir protegido e bem distante do que já tinha acontecido comigo.

Mesmo assim, eu sabia que tinha que contar tudo sobre Astrid e sobre a Brenda também, porque tenho medo que me tirem dos meus pais.

Fiquei um longo tempo agarrado ao meu pai, sentindo o abraço de minha mãe, até que me afastei limpando o choro que agora me causava vergonha. Eu não sou nenhum bebê para ficar chorando desse jeito, poxa.

- Está tudo bem, filho... – mamãe falou, com sua voz bonita.

Minha mãe é a pessoa mais linda e mais carinhosa desse mundo, ela tem cheirinho de flores e biscoito e eu amo segurar os cabelos dela quando ela me conta uma história para dormir. Sei que não devia fazer isso, porque já vou fazer dez anos, mas eu gosto muito, e acho que só mais um pouquinho não tem problema.

Já o papai é muito forte, ele pode acabar com qualquer vilão. Ele também é engraçado e divertido e eu adoro nossos desafios e como ele j**a bola comigo e também me ensina os golpes legais no tatame. Fico feliz quando ele bagunça os meus cabelos e ouve as coisas que digo sobre o que me deixa fascinado, sem me tratar como uma aberração, ele até mesmo curte as coisas que eu gosto!

O meu pai não é tão bom na cozinha quanto a minha mãe, mas ele sabia fazer um espaguete muito gostoso, e também me faz lanches de queijo com peru, que eu adoro. Meu pai é o Darius mais poderoso, ele consegue trabalhar e ao mesmo tempo brincar comigo e cuidar da mamãe e do meu irmãozinho ou irmãzinha.

As vezes acho que ele realmente tem superpoderes.

Eu nunca tinha entendido direito o que era ser amado, até ter a mamãe e o papai comigo. Antes… antes eu achava que amor era algo que só existia nas histórias que eu lia escondido, ou nos filmes que eu via quando todos estavam dormindo.

Lá no Rio de Janeiro, ninguém me olhava de verdade. Astrid me tratava como se eu fosse uma coisa incômoda, um erro que ela queria corrigir e esquecer, e o Fernando… ele fingia que eu nem existia na maior parte do tempo. Eu aprendi a ser quieto, a não chorar, a não pedir nada, porque tudo o que eu fazia parecia errado.

- Olavo, respira, filho. – papai me disse, e mamãe esfregou minhas costas daquele jeito que só ela sabia. – Devagar, puxa o ar e solta, assim...

Ele fez comigo, uma longa respiração, que aliviou aquela coisa ruim dentro de mim. Por um momento pensei que estava trancado no armário de novo, como a Brenda me deixava.

- A... a Brenda deveria me trazer até aqui, depois de um mês que a Astrid foi embora, e me deixou com ela. Mas como a Astrid parou de mandar o dinheiro que era usado para pagar o hotel, compras e outras coisas, a Brenda ficou furiosa, e nós tivemos que ir morar em um bairro na periferia. Era uma kitnet em cima de uma loja.

- E por que essa mulher não te entregou para mim, filho? – meu pai perguntou, e eu notei que ele já estava zangado.

- Ela achava que se me mantivesse por perto, faria a Astrid pagar tudo o que estava devendo para ela. Eu perguntei para ela quem morava nesse endereço, e ela riu de mim, e disse que era o pai que me abandonou.

Abaixei a cabeça sentindo meus olhos arderem de novo. Droga. Eu queria ser forte como o papai, mas contar essas coisas....fazia algo aqui dentro doer.

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