Entrar Via

A Esposa Desaparecida romance Capítulo 507

Seven ficou na ponta dos pés e empurrou levemente a porta do quarto. A luz entrou, envolvendo justamente as duas pessoas que dormiam abraçadas na cama.

Quando o som levíssimo da fechadura chegou aos ouvidos de Tiago, ele já havia acordado.

Ele se virou quase instantaneamente, e seu olhar travou com precisão na pequena figura na porta.

Seven caminhou com passos macios até a beira da cama e perguntou baixinho:

— Papai, você está com fome?

— Não estou — respondeu Tiago em voz baixa, sentando-se na beira da cama e ajeitando os fios de cabelo bagunçados na testa do menino. — Por que subiu?

Seven esfregou os olhos ainda sonolentos, seus longos cílios tremendo, e sua voz soou macia como algodão doce:

— Estou com sono, quero dormir com o papai e a mamãe.

Mal terminou de falar, ele chutou os sapatinhos com agilidade, subiu na cama usando mãos e pés e se encolheu no espaço ao lado de Isabela, dormindo obedientemente.

Tiago observou a sequência de movimentos dele, e uma camada de sorriso gentil cobriu seus olhos. Ele sussurrou:

— Durma.

Quando o pequeno adormeceu completamente, Tiago levantou-se sem fazer barulho, fechou a porta e desceu.

Na sala, a Avó Nunes estava sentada no sofá folheando o jornal, não tinha ido tirar a sesta.

Ao vê-lo descer, a senhora largou o jornal, com um sorriso divertido nos olhos:

— Nesse ritmo, daqui a dez meses, vou poder segurar um bisneto no colo?

Tiago não respondeu. Caminhou direto para o sofá, sentou-se, serviu-se de uma xícara de chá quente e olhou para a velha senhora, com tom sério:

— A senhora está com bastante energia. Quando a Isabela chegar aos seis meses, vou incomodá-la para cuidar mais dos assuntos da empresa. Vou ficar em casa acompanhando ela.

Dona Luzia, que arrumava a fruteira ao lado, não conteve o riso e intrometeu-se:

— Já está planejando usar sua avó de novo, você não tem jeito!

— Tudo bem — a Avó Nunes riu alto, abanando a mão. — Pelo jeito, você só vai sossegar quando espremer essa minha velha carcaça até a última gota.

Seis meses passaram num piscar de olhos. A barriga de Isabela já estava bem proeminente, e seu rosto, antes magro, mostrava um arredondado saudável. Ela ganhou peso, e todo o seu ser irradiava aquele brilho suave típico da gravidez.

O dia a dia em casa era animado e aconchegante. À noite, Tiago adorava encostar na barriga dela e conversar baixinho com o bebê, com a voz tão gentil que parecia derreter, de vez em quando, Seven também subia na cama ou no sofá, segurando um livro ilustrado e lendo histórias com sua voz infantil. O tom inocente caía nos ouvidos, aquecendo o coração.

A vida não era cheia de grandes emoções, mas transbordava de pequenas felicidades. Com a família ao lado e amigos íntimos por perto, os momentos mais comuns tornavam-se preciosos.

E aquela reação de gravidez que Tiago teve foi desaparecendo com o tempo.

Naquele dia, logo após voltarem do exame pré-natal, Estela apareceu com Ivana, carregando sacolas e mais sacolas de comida, tudo o que Isabela gostava.

Assim que Ivana entrou, os olhos de Seven brilharam. Ele pegou a mão dela imediatamente, e os dois correram para o escritório, montaram o cavalete e começaram a pintar.

A sala virou instantaneamente o quartel-general da fofoca das duas mulheres. Estela aproximou-se de Isabela, com o tom cheio de malícia:

— Adivinha só? O Mark realmente levou presentes caros para a Família Campos, e o resultado? O Sr. Campos botou ele e as coisas para fora!

Ela fez uma pausa e, imitando o tom do pai de Clara, ergueu o queixo e acrescentou:

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Desaparecida