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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 473

No quarto de hóspedes do apartamento, Isabela estava deitada de bruços na cama, com as costas doloridas.

A mão de Tiago massageava sua cintura, e ela murmurou com a voz abafada:

— Mais forte. Dói bem aqui!

— Menina, você é mesmo difícil de agradar — ele se inclinou, sua respiração quente roçando a orelha dela, mas a pressão de seus dedos aumentou como ela pedira. — Há pouco, pediu para ser mais leve, e agora reclama que não é o suficiente, hum?

Ao terminar de falar, seus lábios macios roçaram o lado do rosto corado dela.

A pressão no ponto exato da dor fez Isabela soltar um gemido de alívio, com a voz trêmula e suave.

Esse som chegou aos ouvidos de Tiago, e seu olhar se aprofundou. Ele acariciou a pele delicada da cintura dela, com a voz rouca:

— Melhor do que antes?

Isabela não se deu ao trabalho de responder, apenas deu um tapinha nas costas da mão dele:

— Massageie logo. Depois vamos dormir. Sem brincadeiras.

— Amanhã é a cerimônia dos antepassados do Grupo Nunes. Você vai? — Tiago perguntou de repente.

— Não vou — respondeu Isabela sem pensar, balançando a cabeça no travesseiro.

Ele murmurou em concordância, e a pressão de sua mão diminuiu:

— Amanhã, levarei Seven para a casa dos meus pais primeiro. Voltaremos à tarde para visitar a mamãe juntos.

— Não vou — Isabela franziu a testa instantaneamente, virando o rosto para encará-lo. Ela mal conhecia Lorena Costa, por que se juntaria a eles?

Tiago se aproximou, o nariz quase tocando a bochecha dela, com um tom persuasivo:

— Já estamos no Ano Novo, como podemos não visitar a mamãe?

— Você não entende o que eu digo? Eu não conheço sua mãe — Isabela empurrou o rosto dele para o lado, resmungando. — Não vou. Não importa o que você diga, eu não vou.

Ao ouvir isso, um riso baixo escapou da garganta de Tiago, e sua respiração quente roçou os lábios dela:

— Não vamos visitar a minha mãe, ela não merece. Vamos visitar a *nossa* mãe, com o Seven.

Isabela parou por um momento, depois soltou um "ah" e seu tom se suavizou:

— Ah, a minha mãe. Eu posso ir sozinha amanhã de manhã.

— Vamos juntos à tarde, seja boazinha — Tiago sussurrou em seu ouvido, com uma ameaça velada e sensual. — Se a menina não for boazinha, eu tenho muitas maneiras de garantir que você não consiga sair da cama amanhã.

Isabela sentou-se abruptamente, afastando a mão dele que ainda estava em sua cintura, irritada:

— Tire a mão daí, não preciso mais da sua massagem!

— Deite-se — Tiago a segurou pelos ombros, massageando suavemente os pontos de pressão em suas costas. — Não estava doendo? Mais um pouco, seja boazinha.

Isabela não se moveu, apenas o encarou com desconfiança.

— Mamãe, estou indo. Vou sentir sua falta.

O estacionamento em frente ao solar da Família Nunes já estava lotado, com carros de luxo de todos os tipos.

Assim que Tiago e Seven saíram do carro, encontraram Belinha Nunes, que havia escapado para tomar um ar.

Belinha raramente voltava para o Ano Novo e, desde cedo, estava sendo bombardeada por perguntas de tias e primas sobre casamento. Por isso, preferiu se refugiar do lado de fora.

Ao ver Seven, seus olhos se curvaram em um sorriso que se espalhou por seu rosto, e ela chamou em voz alta:

— Irmão, Seven!

— Você voltou — Tiago acenou com a cabeça, com um tom casual e familiar.

Seven, que já conhecia bem sua tia animada, a cumprimentou com uma voz cristalina:

— Oi, tia!

Belinha sorriu, agachou-se e apertou suavemente sua bochecha gordinha, com os olhos cheios de alegria:

— Como o nosso Seven fica mais fofo a cada dia?

Tiago olhou para a multidão dentro da casa e acenou para ela com o queixo:

— Ele fica com você.

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