Os músculos peitorais ondulantes e o abdômen definido estavam perigosamente próximos; a respiração áspera soava logo ao lado.
Carla ficou com as bochechas em brasas, o coração disparando a noventa por hora, provocada pela dança quente e cheia de energia dele. Num instante, perdeu o equilíbrio do corpo.
"Ah!"
Ela foi erguida de repente, carregada pelo meio da cintura.
Sílvio, com uma voz cheia de determinação, declarou:
"Carla, não finja mais, você já caiu na minha armadilha."
"……"
Com os braços fortes e firmes de Sílvio ao seu redor, Carla foi levada através do silencioso corredor do restaurante, em direção à porta onde uma luxuosa limusine preta já a aguardava.
O motorista, sempre atento, abriu prontamente a porta traseira.
Sílvio a acomodou cuidadosamente no amplo banco de trás e logo entrou, se inclinando para junto dela.
A porta fechou-se com um "bam", isolando-os do mundo exterior.
"Para a mansão."
Ele ordenou com a voz rouca, em um tom impossível de contestar.
"Sim, Diretor Henriques."
O motorista respondeu imediatamente e, quase ao mesmo tempo, a divisória de privacidade entre os bancos dianteiro e traseiro subiu silenciosamente, transformando o espaço dos dois em um refúgio totalmente fechado e íntimo.
Carla mal teve tempo de ajeitar a respiração desordenada antes que o corpo quente de Sílvio a envolvesse.
Uma das mãos dele segurou a nuca dela, a outra prendeu firmemente sua cintura. O pomo de adão subiu e desceu, seco:
"Adivinha quanto tempo eu demorei pra aprender essa dança?"
Carla desviou o olhar:
"Não sei…"
"Dois dias. Sem comer, sem beber, só pensando em dançar pra você."
Ele pegou a mão dela, guiando-a até seu abdômen tenso, a voz carregada de tentação:
"Toca aqui… ainda está dolorido…"
Os dedos de Carla estremeceram como se fossem eletrificados.
Debaixo de sua palma, o abdômen do homem era uma muralha de músculos, pulsando de força.
Ela tentou recuar a mão, mas ele a segurou ainda mais firme, colando-a ao abdômen.
"Por que fugir?"
Ele riu baixo e, de repente, tomou seus lábios em um beijo.
Esse beijo parecia conter uma paixão contida há muito tempo, finalmente encontrando saída; irradiava um desejo de posse ardente.

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