A cadeira de rodas de Carla avançou pelo corredor e parou diante da escrava das flores, toda coberta de tintas coloridas.
O mordomo apressou-se em explicar:
"Senhora, esta é a escrava das flores que a senhorita Cristiana comprou no mercado negro."
"Escrava das flores?"
Carla franziu levemente a testa e fixou o olhar nos olhos cheios de ódio por trás da máscara. Falou diretamente em chinês:
"Tire a máscara."
A escrava das flores reprimiu o ódio no olhar e retirou a máscara.
Seu rosto estava totalmente desfigurado; era impossível saber como tinha sido antes.
Mas Carla não se importava com a aparência dela.
Pela reação da escrava há pouco, ao ouvir chinês ela obedeceu instintivamente — só podia ser brasileira.
E, no país, a única mulher que a odiava a ponto de ter os olhos vermelhos de raiva, além de Noemi e Rosana Henriques, não havia outra.
Pela silhueta, era Noemi, sem dúvida!
Tudo ficou claro na mente de Carla.
O mordomo perguntou cautelosamente:
"Senhora, essa escrava das flores passou por muito sofrimento, está toda coberta de tinta... A senhora não quer soltá-la?"
"Soltar?"
Carla deu uma risada fria:
"O que ela tem no corpo não é simples tinta. É um tipo de substância química tóxica. À luz, parece colorida, mas, na verdade, basta um toque para envenenar alguém lentamente até a morte!"
"Ela queria morrer junto com todo mundo ao redor. Isso é praticamente um ato terrorista. Você acha mesmo que posso soltá-la?"
O mordomo deu um salto para trás, aterrorizado. Noemi, a escrava das flores, exibiu um sorriso distorcido no rosto.
Ela foi se aproximando de Carla, com a voz tomada de insanidade:
"Já que você sabe de tudo, perfeito, Carla. Vamos morrer juntas!"
Noemi se lançou sobre ela!

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