"A recepcionista me deu, é perigoso você ficar sozinha, eu não fico tranquilo."
Sílvio disse isso virando-se de costas. "Vou encher a banheira para você."
"Espere!"
Carla o chamou apressada.
Mas ele, como se fugisse, sumiu rapidamente na porta do banheiro, com aquela postura ereta e imponente.
Carla discou imediatamente para a recepção. O atendimento do hotel cinco estrelas era feito por profissionais treinados, e a atendente, com português impecável, desculpou-se:
"Senhora, pedimos desculpas, mas hoje estamos com todos os quartos ocupados. O cavalheiro informou que é seu marido, apresentou a certidão de casamento de vocês, conferimos os dados e as fotos, por isso permitimos o check-in."
"Certidão de casamento?"
Os olhos de Carla se arregalaram — aquilo não passava de um papel sem valor há tantos anos!
Na época, ela e Sílvio tinham dissolvido o casamento por "óbito", conforme a lei local, o vínculo se desfazia automaticamente sem recolher a certidão.
Nunca imaginara que Sílvio ainda guardasse aquele papel inútil, e pior, o usasse para se apresentar como seu marido.
Enquanto ela se irritava, ouviu de repente:
"Carla, a água está pronta!"
Sílvio saiu do banheiro, a franja levemente úmida grudada na testa.
A gola da camisa preta estava aberta, revelando a clavícula bem delineada. A camisa, meio molhada, colava ao corpo, insinuando o contorno dos ombros largos e da cintura fina, uma força masculina quase transbordando.
Carla engoliu em seco, sentindo que ele tinha molhado a si mesmo de propósito.
Ela franziu a testa e moveu a cadeira de rodas, pretendendo descer apenas quando estivesse na porta do banheiro.
Agora, conseguia se sustentar escorada na parede, mesmo com dificuldade. Tomar banho não era exatamente um desafio.
Porém, assim que ligou a cadeira, Sílvio apertou o botão de desligar e, sem dar espaço para discussões, a pegou nos braços.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Diva Da Ciência: Do Divórcio À Ascensão Estelar