Um minuto, cinco minutos, dez minutos, vinte minutos se passaram...
A superfície do mar continuava silenciosa e morta.
Sílvio, será que ele tinha morrido?
Quando esse pensamento surgiu, a única imagem em sua mente era o rosto de Sílvio, arroxeado de frio, pouco antes de mergulhar no mar.
De repente, ela já não sabia dizer se aquele medo crescente vinha da importância vital do material ou daquele homem que arriscara tudo por ela.
De repente—
"Splásh!"
O som da água rompeu o silêncio!
Sílvio emergiu do mar de repente, ágil, subiu à margem e entregou a ela uma caixa térmica intacta, tremendo de frio, os dentes batendo: "Confira aí..."
Carla, ao ver que ele estava ileso, soltou um longo suspiro de alívio.
Em seguida, digitou a senha e abriu a caixa térmica. Confirmou que o cristal dentro estava intacto, fechou imediatamente e levantou o olhar para perguntar: "E os outros professores, como estão?"
Sílvio tirou do bolso seu celular à prova d’água, especialmente adaptado, e entrou em contato com os mercenários.
Após algumas palavras rápidas, ele olhou para ela: "Os mercenários que trouxe são os melhores. Já resgataram todos os professores, só que estão espalhados por aí, mas ninguém se feriu!"
Mal terminou a frase, uma figura apareceu ao longe, e Sílvio franziu a testa.
Era um morador local do Ártico: alto, traços europeus, aparentando uns quarenta anos, vestido com roupas grossas de pele. Ele acenava e gritava para os dois, falando algo ininteligível.
Sílvio, em alerta, perguntou: "Carla, você é tão culta, pode traduzir?"
Carla franziu as sobrancelhas. Culta? Será que ele já sabia sobre o chip?
Seu chip armazenava muitos idiomas, mas não incluía as línguas minoritárias dos pequenos países do entorno do Ártico.
Ela arriscou um palpite: "Veio nos resgatar."


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