Entrar Via

A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 42

POV Enzo

Irmão? Maçãzinha tinha um irmão com a idade quase igual a dela? Quando Aayush me trouxe informações sobre Maria Fernanda, havia mencionado o pai e um irmão. Mas nunca perguntei a idade, porque na minha cabeça ele era criança. Talvez no máximo uns 12 anos. Mas pelo visto, eu sempre estava errado com relação a ela.

Me senti mais leve. Incrivelmente mais leve. E eu nem sabia o motivo. Apertei a mão do “Will”, mesmo sem entender exatamente o que ele quis dizer com “Quer mais alguma prova de que ela NÃO ESTÁ SAINDO COM NINGUÉM?”, sendo que enfatizou o “não está saindo com ninguém”.

Será que Will também tinha uma tatuagem? Talvez eu tenha demorado tempo demais com a mão entrelaçada a dele, tentando encontrar uma tatuagem de coração, que não existia. Por algum motivo imaginei que pudesse ser uma tatuagem que Maçãzinha fez em dupla com alguém. Era bem específico o desenho ser do lado direito e no dedo anelar.

— É um prazer conhecê-lo, Enzo Asheton... o homem que aprisionará a minha irmã em sua mansão.

Estreitei os olhos, confuso:

— Como... você sabe que eu sou... quem sou? — olhei para Maria Fernanda, desconfiado.

O rapaz franziu a testa:

— Você perguntou se alguma coisa que minha irmã falou naquela entrevista era verdade. Então, é bem fácil supor que seja o empregador dela.

Era tão difícil confiar em Maria Fernanda! Parece que tudo conspirava contra ela, mesmo eu tentando, de todas as formas possíveis, não querer acreditar. A desculpe de Will não foi nada convincente. Era óbvio que ele me conhecia! Que ela já tinha falado sobre mim. A questão é... falou bem ou mal?

E eu deveria me importar?

— Enzo Asheton. — confirmei, tomando um gole considerável de uísque, que desceu queimando a garganta.

Eu odiava uísque ruim. Eis que aquele ultrapassava o nível de “ruim”.

Foda-se! Se ela se aproveitasse da situação dessa vez, me dopando, não haveria dúvida de que Maria Fernanda era a agente secreta Maçãzinha.

O irmão de Maçãzinha ficou me encarando, como se estivesse me analisando. Lembrei que ele mencionou sobre eu aprisionar Maria Fernanda.

— Quer dizer então que Ma... Maria Fernanda tem um irmão.

Eu não estava muito impressionado com aquele fato. Talvez o que mais mexeu comigo foi porque recebi a informação de que ela estava com o namorado e não com um familiar. Às vezes parece que Aayush trabalhava contra mim e não para mim.

— Ao menos é o que dizem. — Will riu e a abraçou novamente, apertando-a contra seu corpo — Ninguém tem culpa se meus pais se consternaram e a pegaram no lixo para fazer parte da nossa família.

Lixo? Maçãzinha foi encontrada no lixo?

Os dois começaram a rir, com cumplicidade. Estreitei os olhos, atordoado. Desde quando alguém ser encontrado no lixo era motivo para risos?

— Você... foi encontrada no lixo? — encarei Maria Fernanda.

Will deu um tapinha no meu peito e piscou:

— Ela não foi encontrada no lixo. É uma brincadeira de irmãos. Você... tem irmã ou irmã, Enzo?

— Sim. Na verdade, um meio irmão. Só por parte de pai.

— E certamente vocês brincam sobre o pai de vocês ter encontrado o outro no lixo, não é mesmo?

Arqueei uma sobrancelha:

— Na verdade, meu meio irmão e eu... nunca brincamos disso.

— Mas claro que há uma certa rivalidade de irmãos, não é mesmo? Isso sempre rola. Do que vocês brincam para magoar um ao outro?

Foi quando meu cérebro resolveu pensar. Olhei de novo para o copo vazio na mão dele e o sorrisinho sarcástico no rosto. Claro! Ela estava me esperando no banheiro! Como fui idiota! Era a dica dele para eu ir até lá.

— Se me dá licença... eu vou banheiro. — falei.

— Jura? — Will disse, dando aquele sorrisinho de novo.

Ele sabia! A dúvida que me surgiu foi se eram cúmplices no doping contra mim. Certamente sim. Trabalhavam juntos.

Eu tinha mil dúvidas na cabeça. Mas uma única certeza: a ida ao banheiro foi um convite... o qual eu não ousei recusar.

Se o uísque barato estava batizado? Bem, Aayush estava por perto. Então não havia risco de ela me pegar dessa vez. Mas tinha o risco de eu pegá-la.

Quando cheguei no espaço onde ficavam os banheiros, fiquei na dúvida se Maria Fernanda estaria me esperando no masculino ou no feminino.

Pouco importava. Eu abriria cada cabine até encontrá-la.

Assim que entrei no banheiro feminino, as duas mulheres que se miravam no espelho me encararam, assustadas.

— Sumam daqui! Agora! — falei, sem alterar o tom de voz.

Só havia uma cabine fechada. Tentei empurrar, mas estava trancada por dentro. Ah, ela se faria de difícil essa vez.

Joguei meu ombro com força contra a porta, que se abriu. E lá estava Maçãzinha, parada, com o vestido na metade das coxas, como se estivesse surpresa em me ver.

Entrei na cabine e fechei a porta, enquanto ela dava alguns passos para trás, até parar na parede, por onde não tinha mais como escapar.

— Qual a porra do seu fetiche com banheiros? — perguntei.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO