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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 26

Aayush franziu a testa:

— Esta parte... faz mais sentido.

Sorri, satisfeito:

— Viu que trabalhar comigo é tratar de problemas reais?

Aayush simplesmente me observou, sem dizer nada.

— Aayush... verifique para mim se há alguma possibilidade de Amanza receber algum habeas corpus. Eu acredito que não. Acompanho sempre de perto a situação legal dela. Ainda assim... todo cuidado é pouco. Precisamos estar prevenidos.

— Mas... faz sentido botarmos Maçãzinha para dentro da sua casa... se ela oferece perigo, como o senhor diz?

— Prefiro o perigo debaixo do meu nariz. Eu lido melhor com ele dessa forma.

— E se tudo não passar de... coincidências... e Maçãzinha... não for quem o dopou naquela noite?

— Não acredito em coincidências. Para mim elas são conspirações que ainda não entendi. Nessa vida eu aprendi que o perigo nunca avisa quando chega. Eu sobrevivi porque desconfiei.

— Senhor... será que realmente quer a verdade... ou uma desculpa para mantê-la por perto? Em todo esse tempo que trabalho com você... nunca o vi tão obcecado por algo... ou... alguém.

Eu ri. Nem adiantava falar da ousadia de Aayush, porque ele era ousado por natureza comigo.

— Foi só uma noite, porra. Eu... já fiz isso com várias mulheres. Acontece que nenhuma delas me fez parar no hospital. E nenhuma delas me interceptou na cabine de um banheiro masculino. E nenhuma delas me deixou para ser socorrida por outro homem. E nenhuma delas sabia tudo sobre medicamentos que causam doping. E nenhuma delas tinha a porra de uma maçã mordida tatuada na bunda. E nenhuma delas... me deixou tão louco.

— Seria... pelo senhor ter parado no hospital?

Não. Seria por vários outros motivos. Aquela mulher mexeu comigo de alguma forma. E eu nem conseguia explicar ao certo porquê.

— Você pode achar que é paranoia minha, Aayush. Mas eu vivo em estado de alerta permanente depois de ter visto uma arma apontada para a cabeça do meu filho. E de perceber que a própria mãe dele seria capaz de matá-lo por dinheiro. Eu sobrevivi a algumas tentativas de assassinato... todas elas orquestradas pela minha própria família. E isso moldou a minha mente a desconfiar antes de sentir. Maçãzinha não se encaixa em nenhuma ameaça conhecida. E isso me assusta mais do que qualquer inimigo declarado. Eu só quero a verdade sobre o que aconteceu naquela noite.

— E se a verdade for entediante?

— Não será.

— E se ela não tiver feito nada?

— Então alguém fez.

— E se ninguém fez?

O encarei, furioso.

Davi reapareceu com um capacete de brinquedo.

— Posso pular do sofá?

— Não.

— Da sua mesa?

— Não.

— Do chão?

— Você já está no chão.

— Então é isso — concluiu Aayush. — Você vai observá-la. Testá-la. Provocá-la.

— Até saber a verdade.

— E se... eu disse “se”, o senhor começar a desenvolver sentimentos por ela?

— Não. Isso é impossível.

— Por quê?

— Porque eu nunca vou me apaixonar. Minha mãe se apaixonou pelo meu pai e perdeu tudo que tinha na vida. Ele, por sua vez, se apaixonou por uma vagabunda que o transformou num idiota fraco. Zadock se apaixonou por Caliana e... que nojo... eles até procriaram. E Zadock é um monstro. E devia ser proibido monstros procriarem. E você se apaixonou por Emma. E... sabe melhor do que eu tudo que aconteceu.

Davi voltou com um desenho amassado:

— Papai, olha...

Era um boneco com uma gravata enorme e uma criança segurando a mão dele. E... de onde ele tirou aquela mulher com os cabelos amarelos? Ela tinha na mão... uma batata frita?

— Sou eu? — perguntei, confuso.

— É você — confirmou. — E ela.

— Ela quem?

— A moça que me deu felicidade em forma de comida.

— Que moça é essa? Com quem você conversou, Davi? Onde? — olhei para Aayush — Estão rastreando o meu filho. É pior do que pensávamos. Agora temos outra mulher na jogada.

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