Margarida olhou para Teresa na mesma hora, e como já esperava, depois daquele ataque de Nanda, sua amiga fechou os olhos com força numa tentativa desesperada de segurar as lágrimas que ameaçavam escorrer.
Lorenzo ficou com o rosto carregado, mas quando ia falar, uma assistente que acompanhava Nanda se adiantou.
— Senhor Lorenzo, a senhorita Nanda está certa. — Disse a moça com convicção. — Ela teve uma discussão com essas duas, mas tudo foi pensando no senhor!
Lorenzo havia designado aquela assistente para cuidar de Nanda por causa de sua saúde frágil, e ela não saía do lado da moça há dias.
A assistente tinha certeza de que seu chefe estava apaixonado por Nanda, já que demonstrava tanto cuidado e atenção. Por isso, mesmo sabendo que Teresa era a esposa legítima de Lorenzo, ela apoiava Nanda sem hesitar e tratava Teresa com total desrespeito.
— Senhor Lorenzo, embora o organizador principal seja fundamental numa exposição, todos os funcionários são importantes também. — Continuou ela, animada. — A senhorita Nanda começou a trabalhar aqui há uma semana por sua orientação, e mesmo com problemas de saúde, tem se dedicado como se a exposição fosse obra dela. Ela não errou em nada nem prejudicou ninguém. Com que direito, Teresa, só por ser organizadora principal, pode usar caprichos pessoais para mandar a senhorita Nanda embora?
A assistente se virou para as pessoas ao redor e perguntou:
— Digam vocês, quem está errada aqui? A senhorita Nanda ou Teresa?
Quem estava perto de Nanda não fazia parte da equipe central de Teresa, mas sim pessoas interessadas em se aproximar de Lorenzo para ganhar vantagens.


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