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A Amante que Virou Cunhada romance Capítulo 124

Vicente voltou com os anti-inflamatórios e analgésicos que o médico tinha receitado para Teresa.

Quanto ao pedido de alta da Teresa, Vicente não insistiu para ela ficar. Apenas ouviu e depois orientou o hospital a facilitar todas as futuras consultas e trocas de curativo dela. Em seguida, pediu para Marcos ajudar Teresa a arrumar as coisas e dirigir para levar ela para casa.

Margarida naturalmente também estava no carro.

Nos últimos dois dias, Margarida sentia que o contato físico entre ela e Vicente tinha sido meio demais.

Então, sentindo o calor que Vicente tinha deixado na mão dela e que ainda não tinha passado completamente, Margarida ficou com uma sensação estranha durante toda a viagem, sem conseguir olhar para Vicente.

Mesmo depois que Teresa desceu do carro e sobraram apenas ela e Vicente no veículo, Margarida fingiu admirar a paisagem, mantendo o olhar grudado na janela enquanto observava o céu escurecendo aos poucos.

Talvez por ficar na mesma posição por muito tempo, ou talvez porque o perfume de Vicente ao lado dela fosse relaxante demais, Margarida sem perceber se recostou na cadeira e acabou dormindo.

Quando acordou de novo, a primeira coisa que Margarida viu foi uma casa linda e elegante, e depois notou que o céu lá fora já estava totalmente escuro.

— Você acordou?

No momento seguinte, a voz conhecida e grave chegou aos ouvidos dela.

Margarida se assustou e olhou para o banco do motorista, onde viu Vicente. Ele tinha ficado sentado no carro o tempo todo, esperando ela.

Margarida disse meio sem graça:

— Sr. Vicente, por que não me acordou? O senhor esperou por mim todo esse tempo, deve ter sido muito chato, né?

— Não, não achei chato. — Vicente balançou a cabeça, bem-educado.

— Sr. Vicente, que casa é essa lá fora? Por que viemos parar aqui?

— Esta é nossa nova casa. — Vicente respondeu. — Esta noite, vamos nos mudar para cá.

— O quê? Esta noite?

Margarida não conseguiu segurar uma exclamação, em parte porque estava surpresa e feliz por ver a nova casa pela primeira vez, e em parte porque estava meio nervosa.

Afinal, mesmo que eles já tivessem combinado de morar juntos, depois da visita ao hospital, Margarida achava que tudo tinha ido por água abaixo. E agora, com Vicente tomando a decisão por conta própria, ela recuou um pouco para trás, visivelmente desconfortável.

— Sr. Vicente, acho que hoje à noite é cedo demais. — Ela disse, hesitante, evitando encará-lo nos olhos. — Minhas coisas ainda estão no Hotel Luar. Que tal deixarmos isso para amanhã?

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